Violência Policial

Segue a prisão racista e arbitrária dos dois jovens atletas negros da São Remo

Segue a prisão racista e arbitrária dos dois jovens atletas negros da São Remo

quarta-feira 31 de julho| Edição do dia

Mesmo com a apresentação de provas contundentes da inocência dos rapazes, Y., 17 anos, e A., 16 anos, - atletas dos times de futebol de várzea do Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo -, seguem presos até a próxima audiência, dia 15 de agosto.

Na audiência realizada ontem, dia 29 de julho, a defesa apresentou como prova as imagens das câmeras da região e a localização do GPS dos rapazes, que comprovam que eles não estiveram no local do crime pelo qual estão sendo acusados. Até mesmo o Promotor do Ministério Público indicou a inocência dos rapazes diante das provas apresentadas pela defesa.

O Juiz do Fórum do Brás, porém, decidiu manter Y. e A. presos até uma próxima audiência dia 15 de agosto, argumentando a necessidade de ouvir a suposta vítima, uma policial militar de 37 anos que estava fora de serviço no momento do assalto, e entender os motivos que levaram ela a afirmar no Boletim de Ocorrência que seriam estes dois rapazes negros os autores do assalto.

ACOMPANHE MAIS SOBRE O CASO AQUI:

Os rapazes foram presos dia 16 de julho, no Jaguaré, bairro vizinho do Rio Pequeno, onde se localiza a Comunidade São Remo. Os dois aguardavam o retorno da namorada de Y. da igreja, o rapaz queria apresentar sua nova namorada pro seu melhor amigo, A. Foi nesse momento que uma viatura da Polícia Militar passou pela rua, enquadrou, algemou e levou os dois menores de idade para a Delegacia, onde foram acusados de assalto à mão armada e sequestro.

A família dos rapazes não foi imediatamente avisada sobre a apreensão dos jovens, tendo o Boletim de Ocorrência sido feito pelos policiais que os abordaram com afirmações de que os rapazes teriam confessado o crime e com a inclusão do reconhecimento da policial militar dos dois jovens como autores do crime, sem que sequer a família ou os advogados dos jovens estivessem presentes durante o processo.

VEJA TAMBEM: reportagem da TVT sobre o caso

A comunidade, os amigos e parentes, que permanecem indignados com mais esse escancarado caso de racismo, realizaram uma manifestação em frente ao Fórum, com a presença de entidades de defesa dos direitos humanos, coletivos do movimento negro, Sindicato dos Trabalhadores da USP e representantes de movimentos do Butantã, Rio Pequeno e região. Dia 15 de agosto, durante a audiência, deverá ser realizada nova ação em defesa da liberdade de Y. e A.

LEIA: Secretaria de Negros do Sindicato de Trabalhadores da USP exige liberdade imediata para jovens negros

ASSISTA: Reportagem do SPTV da Globo 1ª edição

LEIA: Matéria da Ponte sobre o caso




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