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ESQUERDA ARGENTINA | Nicolás Del Caño no Congresso: "Repudiamos o massacre contra o povo palestino"

Na sessão de quarta-feira no Congresso, o deputado da Frente de Esquerda fez uma homenagem à resistência do povo palestino e repudiou o ataque do Estado de Israel.

domingo 23 de maio | Edição do dia

Os deputados da Frente de Izquierda expressaram seu apoio ao povo palestino na sessão desta quarta-feira. Nicolás del Caño, do PTS na Frente de Esquerda, disse: "Quero prestar tributo à causa do povo palestino. A cada 15 de maio se celebra a Nakba (catástrofe), que significou a expulsão das terras de centenas de milhares de palestinos com a criação do Estado de Israel, o que o historiador israelense Ilan Pappé chamou de uma verdadeira limpeza étnica".

Nicolás Del Caño faz parte do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), organização irmã do MRT na Argentina.

"Neste sábado passado, assistíamos na televisão ao redor do mundo as bombas demolindo edifícios que abrigavam agências de notícias internacionais. Ao mesmo tempo, mobilizações estavam ocorrendo em todo o mundo em favor da causa palestina: centenas de milhares saíram em Nova York, em Londres, em Sydney, em Paris e em outras cidades da França, apesar da proibição do direito de manifestação e da repressão do governo Macron", continuou ele.

"Na Faixa de Gaza, naquele pequeno território de nosso planeta que é uma verdadeira prisão a céu aberto, dois milhões de pessoas vivem amontoadas, vítimas de um bloqueio criminoso por parte do Estado de Israel, que lhes tirou até mesmo recursos elementares como água e eletricidade. Na Cisjordânia, eles têm que viver sob cerco e ataques permanentes dos colonos, do exército e da polícia. Nas cidades de Israel, os árabes israelenses têm que viver em um verdadeiro apartheid, como definido por várias organizações de direitos humanos ao redor do mundo", acrescentou ele.

Assim, Del Caño repudiou o massacre que o sionismo está realizando neste momento: "Quem pode duvidar de que lado estar quando vemos crianças em frente aos tanques de um dos exércitos mais poderosos do mundo, armado até os dentes pelos EUA? O Estado de Israel é um enclave do imperialismo norte-americano no Oriente Médio. Eles usaram os crimes brutais do Holocausto para expulsar os palestinos de suas terras", disse ele.

Com relação às críticas feitas pelos setores de direita que apoiam o governo de Netanyahu na Argentina e no mundo, o deputado disse: "Nós reivindicamos a insurreição do Gueto de Varsóvia contra o nazismo. Nossa corrente internacional (o trotskismo) foi perseguida pelos nazistas; portanto, é realmente um truque sujo tentar equiparar o questionamento do massacre realizado pelo Estado de Israel ao anti-semitismo".

Ele também aproveitou seu tempo para questionar as posições de um lado ou do outro da "fenda" na Argentina: "Repudiamos as declarações dos líderes de Juntos pelo Cambio (partido de Macri) que saíram a justificar o que o Estado de Israel está fazendo. Também não concordamos com a declaração feita pelo governo argentino (do peronista Alebrto Fernández), que falou sobre o "uso excessivo da força", como se se tratasse de dois demônios".

Finalmente, Del Caño disse: "Queremos chamar todos os povos para se mobilizarem, para mostrar solidariedade, como já foi expresso. Nossa solução fundamental é um único Estado onde árabes e judeus possam viver juntos de forma pacífica e democrática. É por isso que acreditamos numa Palestina operária e socialista, e essa é a luta que acreditamos que os povos devem travar juntos".

Juan Carlos Giordano, de Izquierda Socialista, também falou, expressando sua solidariedade com o povo palestino: "Foram assassinadas 217 pessoas, 63 crianças". Crimes contra a população civil. Houve 73 anos de ocupação de terras palestinas, massacrando essas pessoas. Queremos expressar nossa homenagem a esse povo, abaixo dos bombardeios de Israel", disse ele.




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