Gênero e sexualidade

MACHISMO

Estudante tem estágio negado por “ser mulher”

Uma estudante de medicina veterinária teve seu pedido de estágio negado pela empresa de agropecuária de Cuiabá Matsuda pelo fato de ser mulher.

quarta-feira 4 de novembro| Edição do dia

Reprodução de e-mail enviado a estudante

A mensagem recebida pela estudante dizia o seguinte: “ A Matsuda segue a política de não contratar mulheres para o departamento técnico. Infelizmente não posso te ajudar.”, a mensagem recebida por email foi assinada pelo médico veterinário Markus Vinícius, do departamento comercial da empresa.

A empresa afastou MArkus de suas funções para apurar o caso e verificar como o email da estudante chegou a ele visto que não é responsável pelos Recursos Humanos da empresa.

Apesar do pronunciamento da empresa, após a repercussão do caso nas redes sociais, de que não aceitaria qualquer forma de discriminação, respondeu a questionamentos com a seguinte frase: “Cada região tem sua política. Temos várias técnicas em nosso departamento , porém tem regiões em que o atendimento é muito complicado em virtude de ter que andar em territórios com várias ocorrências perigosas e a empresa se preocupar em proteger as mulheres em áreas consideradas problemáticas.”

Ou seja, se existe alguma ocorrência perigosa a resposta é: não contrate mulheres. Mais uma vez as vítimas são punidas, mais uma vez o machismo ganha megafone. É um absurdo que diante de situações perigosas, ao invés de pensar em investimentos, iluminação ou segurança a resposta seja que não se contrate mulheres.

São posturas como essa que legitimam que as mulheres tenham piores salários e situações mais precárias de trabalho.

O machismo se expressa no dia a dia das mulheres em casos pequenos ou nos que chegam a grande mídia como esse relatado nesta nota, ou o caso de Mari Ferrer que tem tomado as redes sociais.

Para se enfrentar contra o machismo e a sociedade patriarcal é necessário travar uma batalha frontal contra o capitalismo que se apoia nessa opressão para manter as condições mais precárias de exploração.

Veja também: Impor justiça para Mari Ferrer com a força da nossa mobilização! Abaixo o autoritarismo machista do judiciário!




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