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Trabalho precário | Entregadores de aplicativo fazem manifestação contra humilhação de motoboy em Brasília

Entregadores de aplicativo se manifestam contra o caso de humilhação de um motoboy pelo sócio de um restaurante no último final de semana, no ParkShopping, em Brasília.

terça-feira 20 de julho | Edição do dia

No último final de semana, o motoboy Everton Santos Silva foi humilhado por um sócio do restaurante Abbraccio no ParkShopping, em Brasília, por ter se sentado para carregar seu celular em uma área reservada para os entregadores de aplicativo. Aos berros, o sócio - que não teve o nome divulgado - disse que paga “(...) R$ 140 mil de aluguel para um motoboy sentar aqui e colocar o celular dele para carregar?” e seguiu gritando, dizendo que o entregador nunca mais aparecesse ali.

Após o vídeo desta situação viralizar no início da semana, a Associação dos Motoboys Autônomos e Entregadores do Distrito Federal (AMAE-DF) organizou uma manifestação em frente ao ParkShopping. Reunidos, os entregadores exigiram justiça para Everton e reivindicavam condições básicas de trabalho, como banheiros dignos, local adequado para se alimentar, além do espaço para carregarem os celulares, que é instrumento de trabalho deles.

No ano passado, foi sancionada a Lei n° 6677/20 no Distrito Federal, de autoria do deputado distrital Fábio Felix, do PSOL, que prevê a garantia de pontos de apoio para os entregadores de aplicativo, que são espaços que devem possuir sanitários masculinos e femininos, chuveiros, vestiários, espaço para estacionar bicicletas e motocicletas e sala para apoio e descanso. Segundo os manifestantes no ato, já se passaram 6 meses e nada foi garantido.

Os trabalhadores de aplicativos, como os entregadores, são uma grande expressão do avanço da precarização do trabalho que se esconde por trás do discurso da oportunidade de “ser seu próprio patrão”. As condições de trabalho são péssimas, além de este setor ter sido exposto ao risco da contaminação pelo coronavírus, pois nunca tiveram o direito de ficar em casa e nem mesmo as empresas garantem os EPIs necessários para o trabalho. Situações de humilhação como a de Everton não são casos isolados e precisam ser expostos e combatidos.

Toda solidariedade ao Everton e todo apoio à manifestação dos entregadores por ser direitos!

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