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Greve na REDE TV! | Com congelamento salarial há 4 anos, trabalhadores da REDE TV! seguem em greve em SP

quinta-feira 2 de setembro | Edição do dia

Funcionários da Rede TV! em Osasco estão em greve desde às 00h da última terça (31). De operadores de câmera e roteiristas até trabalhadores das cozinhas e camareiras, a exigência é de reajuste salarial após 4 anos de congelamento de salários, totalizando quase 20% de desvalorização real dos ganhos dos trabalhadores. A emissora acumula outros ataques trabalhistas, como o calote do dissídio e anos de FGTS não repassados.

Os trabalhadores e trabalhadoras, registrados pela emissora como radialistas, decidiram, em assembleia que contou com cerca de 300 pessoas, pela continuidade da greve nesta quinta (2). Haverá nova assembleia na sexta (3), após a reunião de negociação, que acontecerá às 14h.

Os donos da REDE TV, Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, negociam a venda da emissora, enquanto deixam trabalhadores em condições hiper precárias. Os milionários nadam em centenas de milhões de lucros mesmo em ano de pandemia, quando alegando possível perda patrimonial acionaram a redução salarial autorizada pela MP 936, que Bolsonaro implementou para manter os lucros capitalistas e lançar as massas à fome.

Nos 8 de meses de desconto salarial, o empresário Marcelo de Carvalho viajou por diversos países e passeou de helicóptero pela capital, tudo financiado com o roubo da PLR e outros direitos retirados dos trabalhadores. Ele declarou na terça-feira seu repúdio ao direito de greve dos trabalhadores da emissora. Em sua conta do Twitter, critica “um punhado de sindicalistas dizendo representar nossos milhares de funcionários declaram estado de greve”. O empresário goza nesse momento de férias no verão europeu na Itália.

O Esquerda Diário deixa seu total apoio à luta dos trabalhadores da REDE TV! em greve, que apontam o caminho do enfrentamento a todos os ataques e medidas de Bolsonaro, Congresso e governadores que tentam fazer com que sejamos nós, a classe trabalhadora, que pague os custos da crise capitalista.




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