Educação

Casos de covid explodem nas escolas de Campinas: reabertura segura?

Nessa segunda, 01, milhares de escolas estaduais e particulares retornaram após a vitória judicial de Doria e Rossieli, que derrubaram um mandato judicial que fundamentava os riscos do retorno presencial nas fases vermelha e laranja no estado de SP. Como consequência de um retorno inseguro, somente nesse primeiro dia foram relatados inúmeros casos de contaminação nas escolas.

terça-feira 2 de fevereiro| Edição do dia

Nessa segunda, 01, milhares de escolas estaduais e particulares retornaram após a vitória judicial de Doria e Rossieli, que derrubaram um mandato judicial que fundamentava os riscos do retorno presencial nas fases vermelha e laranja no estado de SP.

Em Campinas, os primeiros dias já foram emblemáticos: duas escolas particulares, que testaram seus professores e funcionários, viram números alarmantes. Na escola Jaime Kratz, 34 profissionais da educação testaram positivo. No Colégio Farroupilha, uma professora e uma criança da educação infantil também positivados. Nas escolas estaduais Eduardo Barnabé e Paul Eugene Charboneau, já há casos também confirmados.

Rossieli e Doria querem impor o retorno às aulas a qualquer custo. Longe de estarem preocupados com a vida da comunidade escolar seu real objetivo é atender aos interesses dos empresários da educação.

O governo de SP bota nesse momento milhões de vidas de funcionários, professores, estudantes e seus familiares em risco: não existe plano de reabertura sério e, portanto, seguro se não se garante, dentre outros protocolos sanitários fundamentais, a testagem de toda comunidade escolar. O surto de casos nas escolas de Campinas escancaram isso.

É um crime contra a população e uma fake news o secretário de educação dizer que covid não se pega na escola e que não ocorreram contaminações nas escolas do estado de São Paulo: sem testagem e rastreio ele brinca com números pra imprensa. Assim como é mentira o secretário afirmar que as escolas públicas estão preparadas para o retorno seguro. Quando na verdade qualquer professor e estudante sabe que falta tudo nas escolas.

Desde o início da pandemia Doria não criou as condições minimamente necessárias para o combate da mesma. Muito pelo contrário. Na rede pública de ensino as trabalhadoras terceirizadas foram demitidas e mais de 35 mil professores categoria O ficaram sem salário. Para os estudantes não for criadas as condições reais que garantisse o ensino remoto. Assim como não garantiu a segurança alimentar das crianças e jovens.

Com ônibus e metrô abarrotados, sem vacinação da comunidade escolar, testagem massiva e rastreamento de contato, não existe plano seguro de retorno. É uma farsa diante das necessidades familiares que fará o sistema público de saúde de São Paulo colapsar. Quem deve decidir quando e como às aulas devem voltar é a comunidade escolar junto aos trabalhadores da saúde.




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