Política

ELEIÇÕES ES

Qual o caminho para que sejam os capitalistas que paguem pela crise no ES?

No Espírito Santo, onde Bolsonaro foi o mais votado em 64 municípios, vêm demonstrando o conservadorismo fortemente presente no estado em meio a um cenário eleitoral de muitos candidatos da direita e apoiadores do governo. Mas afinal, qual a tarefa da esquerda e qual caminho para as eleições no estado do Espírito Santo?

quarta-feira 23 de setembro| Edição do dia

Imagem: Arquivo A Gazeta/ Arte por Alexandre Alves

Essas eleições acontecem em meio ao cenário de crise e frente à pandemia que com o descaso dos governos e negacionismo de Bolsonaro, sequestrou a vida de milhares no Brasil, mesmo país onde 10,3 milhões de pessoas vivem com fome. Essa realidade deveria fazer a esquerda tremer, mas, ao contrário, a maioria dos partidos vem buscando alianças com os exploradores. Assim como em outros estados, no Espírito Santo o caminho das eleições tem evidenciado o avanço da direita bem como a falta de uma alternativa à esquerda que supere a política de conciliações do PT, que administrou esse regime apodrecido por 13 anos.

A dura realidade dos trabalhadores, das mulheres e LGBTs no Espírito Santo

No Espírito Santo, Bolsonaro foi o candidato mais votado em 64 municípios nas eleições de 2018, sendo eleito com 63% dos votos. Os candidatos tentam ganhar o voto do público conservador e reacionário através de políticas com pautas ligadas ao costume e aspectos morais. Fica evidente que se tratam de setores contra os direitos das mulheres que vão batalhar para aprofundar ainda mais a submissão feminina ao patriarcado e o capitalismo. A esquerda precisa de um programa para enfrentar o reacionarismo e opressões do estado onde o feminicídio se tornou rotina, por exemplo, somente no mês de janeiro contou 1.543 boletins de ocorrência de agressão à mulher, em média 51 por dia, é assustador imaginar que esse número em si já é subnotificado e quantos casos estão acontecendo nesse momento de quarentena, onde as mulheres estão sujeitas a ficarem em casa 24h convivendo com seu agressor. Os abusos sexuais infantis, também subnotificados, onde de janeiro a julho deste ano 259 crianças de até 14 anos foram vítimas de violência sexual, em média 1 estupro por dia. Neste mesmo período em 2019, foram relatados 423 crianças abusadas sexualmente. Além disso, dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) mostram que 157 meninas, de janeiro e julho, entre 10 e 14 anos ficaram grávidas. Isso comprova que os casos que têm alcance nacional, como foi o da menina de 10 anos que foi estuprada desde os seus 6 anos de idade, por seu tio e outras pessoas da família, não é um fato isolado como a mídia parece transmitir. Defender o aborto legal, seguro e gratuito no ES é parte de fincar uma bandeira pela vida das mulheres, para a futura conquista nas ruas dessa demanda, essa deveria ser uma pauta prioritária dos candidatos de esquerda.

Com a pandemia, muitos trabalhadores perderam seus empregos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que apenas nos primeiros 3 meses de pandemia, 28,5 mil postos de trabalho foram perdidos no Espírito Santo. Hoje no estado são 124.291 casos de Covid-19 e 3.422 óbitos, número absurdo de vidas interrompidas consequência também da política de Casagrande que, em junho,anunciou uma reabertura sem critérios da economia, sem garantir leitos, EPI’s para os trabalhadores e testes massivos para a população, colocando todos em risco. Para as mulheres e os trabalhadores do ES a realidade é duríssima, os problemas são estruturais e no momento de crise a direita e a extrema direita tratarão de buscar descarregar a crise nas costas dos setores oprimidos.


Imagem: Ari Melo/ TV Gazeta

Com o alto número de contaminados e desempregos, não podemos deixar de falar sobre como se caracteriza a economia do Espírito Santo. A Petrobrás, por exemplo, representando um dos pilares da construção da economia do estado, operada por uma empresa que vem colocando o lucro acima da vida adotando a perspectiva de Paulo Guedes e Bolsonaro, a privatização da exploração do petróleo e a precarização das condições de trabalho colocando as pessoas em risco, teve só em abril, mais de 60% de sua tripulação testada positiva para Covid-19. No estado, a poluição feita pela Vale, no mar e no ar, há anos afeta a saúde da população com a mistura de partículas de minério de ferro e carvão, conhecido como "pó preto", e o tamanho da partícula desse pó é tão pequena que pode chegar aos pulmões, impregnando o órgão e podendo diminuir a capacidade de captar oxigênio, colocando em risco, principalmente crianças, e pessoas com doenças como alergias, asma, enfisemas e doenças cardíacas, e nos idosos, como o coração passa a ser mais exigido, aumentam casos de infarto. Além disso o pó ataca o ecossistema, causando inclusive mortes de seres vivos na água.

A esquerda no estado do Espírito Santo frente a essa realidade, deveria estar lutando como nunca por uma Petrobrás 100% estatal e administrada democraticamente pelos trabalhadores, para que os lucros não estejam acima das vidas, para colocar a produção dessa riqueza natural à serviço da população brasileira, bradando com toda a revolta que se o capitalismo destrói o planeta, nós devemos destruir o capitalismo. Isso permitiria a construção de casas abrigo transitórias para as mulheres e lgbts vítimas de violência e seus filhos, que pudessem dar subsídio financeiro para a reinserção no mercado de trabalho, por exemplo.

A direita quer aprofundar ainda mais a submissão dos setores oprimidos

No Espírito Santo são 23 militares na disputa para a prefeitura, sendo um recorde de candidaturas militares nos últimos 20 anos. Só em Vitória, são 4 candidatos representantes da Polícia Militar disputando a prefeitura. É importante ressaltar, que esse fato é consequente da política do governador Casagrande, que vem fortalecido a instituição com reajustes salariais só para militares enquanto não aumentou os salários de servidores, professores, respondendo a todos os problemas do estado com aumento de segurança pública, ao invés de resolver os problemas pela raiz, problemas esses fruto de um sistema irracional que é o capitalismo. É uma utopia buscar humanizar esse braço armado do Estado e achar que estão ao lado da classe trabalhadora. Quando em todas as partes do mundo ocorreram levantes com a fúria negra a partir da morte de George Floyd, questionando profundamente o papel dessa instituição racista e assassina que é a polícia, expulsando policiais dos seus sindicatos, demonstrando o que deveríamos fazer e por que desmistificar o senso comum da humanização polícia.

No lado mais reacionário da ala direita, tem as candidaturas do Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Capitão Assumção (Patriota). Pazolini é deputado estadual e delegado de polícia e foi um dos deputados estaduais a invadir o Hospital Dório Silva, na Serra, para filmar os leitos destinados a pacientes de Covid-19, após Bolsonaro ter feito esse pedido para seus apoiadores, colocando em risco pacientes e servidores públicos ao quebrar os protocolos sanitários e transitando em áreas somente permitidas para funcionários. Após Pazolini não conseguir uma coligação com o PSDB, escolheu a capitã da Polícia Militar, Estéfane Ferreira (Republicanos), como sua vice, compondo uma chapa “puro sangue” da extrema direita reacionária que não respeita nem mesmo os profissionais da linha de frente e as vítimas do coronavírus.


O reacionário Capitão Assumção, bolsonarista que incentivou o motim policial no estado/ Foto: Tati Beling

Já o Capitão Assumção deputado estadual e representante da Polícia Militar, também esteve presente na invasão do hospital, apesar de ter esperado no estacionamento. Como se não bastasse, chegou a fazer uma fala em 2019 dizendo que pagaria 10 mil reais a quem trouxesse um assassino de uma mulher morto para ele, demonstrando uma clara incitação pública ao crime. Em agosto deste ano, instalou um outdoor ironizando Camila Pitanga por ter pego malária e tomado cloroquina, que é um medicamento indicado para essa doença, porém não apresenta nenhuma eficácia comprovada para o tratamento contra o Covid-19. Antes também já havia colocado um outdoor em defesa da hidroxicloroquina, que foi retirado por determinação da prefeitura. Além disso, o partido de seu vice, Capitão Hélio Martinelli Tristão de Oliveira (PTB), já mencionou o interesse em “sepultar” os comunistas e socialistas do ES, junto com o Capitão Assumção. Na convenção do partido para confirmação de sua candidatura, além de elogios para Bolsonaro e gritos de “o capitão chegou”, também teve exposição das bandeiras do estado assassino de Israel e da monarquia brasileira, querem retornar a época da escravidão e ainda se orgulham disso.

O favorito do atual prefeito de Vitória, Fabrício Gandini, atual deputado estadual, terá como vice Nathan Medeiros (PSL). Como se já não fosse suficiente essa aliança com o PSL, ex-partido do genocida Bolsonaro, que após ter mudado de comando no Estado, passou de oposição à aliado de Casagrande, também vai contar com o apoio do PDT e, é importante não esquecer que Gandini foi convidado para ser vice-governador do Renato Casagrande (PSB), atual governador do estado, que durante seu mandato vêm aumentando o número de policiais e armamento, tendo investido 2 milhões no final do ano de 2019 para a entrega de 1.020 novas armas, armando os policiais com os mesmos equipamentos dos agentes do FBI e colocando como única saída para os problemas da crise o aumento de segurança pública, que na prática, significa ampliar a repressão policial contra o povo negro e trabalhador.

Enquanto isso tantas pessoas desempregadas, tantas pessoas morrendo de Covid19, e ainda fez o absurdo de declarar a volta às aulas nas escolas com manual de como lidar com mortos. Além do PDT, terá apoio também do PSL, Podemos, Avante e PV, se trata de uma chapa do suposto “centro” com a extrema direita, o que não falta são carrascos que querem aprofundar o caráter reacionário do regime para impor uma submissão ainda maior das mulheres, lgbts e trabalhadores ao empresariado que busca retomar suas taxas de lucro.

Há também a candidatura de Sérgio Sá (PSB), atual vice-prefeito de Vitória, que está se lançando contra o apoio do atual prefeito, Luciano Rezende, que almeja ter Fabrício Gandini (Cidadania) como seu sucessor. Sérgio Sá terá como vice a atual porta-voz nacional do REDE, Laís Garcia. O PSB e REDE estão também em coligação com Pros, PMB e PP. Importante lembrar que o Fabiano Contarato, senador do ES, do REDE, votou a favor da proposta de privatização e saneamento da água, atacando diretamente a população e tirando a obrigação do Estado em prestar esses serviços ao facilitar que empresas privadas o façam. Ao invés de privatizar a água, é necessário saneamento universal já, custeado com a redução dos gastos com salários dos políticos e com a taxação das grandes fortunas dos capitalistas que os financiam, taxando o menos de 1% da população brasileira que sozinho retém a riqueza que foi produzida por metade da população brasileira e expropriada pelos ricos, uma medida anticapitalista como essa só pode ser imposta pela mobilização dos setores oprimidos e a esquerda precisa preparar o terreno para que a classe trabalhadora se coloque como sujeito independente.

Como a esquerda se apresenta nessas eleições?

Na ala da esquerda, tem a candidatura de João Coser (PT), que já foi presidente do Sindicato dos Comerciários do Espírito Santo e da CUT capixaba e prefeito de Vitória durante 2005-2012. É necessário recordar que em 2015 foi denunciado por licitação ilegal de quiosques em Vitória, e em 2016 foi citado na delação premiada de Fernando Moura para a Lava Jato. Coser terá como vice a presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, compondo uma chapa “puro sangue”, mas não se trata de uma busca por princípios e se encontra como principal aposta para reconquistar uma prefeitura na Grande Vitória, onde o partido não governa desde 2012. Tentou formar alianças com a REDE, PCdoB, PDT e PP, mas sem sucesso. Isso mostra o desespero do PT em não querer ficar isolado na política, partindo para o vale-tudo eleitoral e se coligando até com o PSL, antigo partido de Bolsonaro, em outras cidades. O PT administrou por 13 anos o capitalismo, na estratégia falida de reformar o regime por dentro, tendo feito “frente ampla” com partidos burgueses, e inclusive aberto espaço para o golpe institucional, recentemente aplicando a reforma da previdência nos estados em que têm candidatos. Enquanto foi governo, não legalizou o aborto e se hoje as mulheres do ES estão nessa situação de naturalização dos abusos, esse partido tem dedo nisso.

Queremos debater com o PSOL, de qual programa deveria estar a frente para essas eleições no ES. Nacionalmente, o PSOL vêm se diluindo e apostando nessa mesma estratégia eleitoral do PT da busca de alianças sem qualquer critério.

Não é o caso do ES, em que lançarão Gilbertinho Campos, uma das lideranças do movimento negro, e como vice Munah Malek, sem coligações. Isso dá margem para a defesa de um programa de independência de classe que pudesse enfrentar a extrema-direita e os capitalistas. Reivindicamos que seja a 1º chapa da história de Vitória composta por negros, no entanto, essa forma precisa de um conteúdo de independência de classe, que passa por defender uma Petrobrás 100% estatal sob controle dos trabalhadores, a legalização do aborto seguro e gratuito e a taxação das grandes fortunas. A defesa desse programa preparará o terreno que é necessário para a organização da classe trabalhadora para os embates futuros que virão, sabendo que a situação aguda de crise no ES levará sim ou sim a que os interesses dos empresários se choquem com os dos trabalhadores no próximo período.

O PSOL terá o apoio informal do PCB, e nessas eleições estão se colocando nacionalmente no terreno das alianças com partidos burgueses, o PT e o PCdoB, por fora de apresentar um programa que realmente enfrente os capitalistas, a direita e a extrema direita nacionalmente. Em outro estados, o partido vem conformando coligações com REDE em São Paulo e com o PDT e PSB em outras cidades, ou como o caso absurdo no Rio de Janeiro colocando como candidato a vice-prefeito um coronel que foi comandante da Polícia Militar, absurdo que é ainda maior num estado como o Rio que sistematicamente assassina negros.

Já o PSTU, lançará o professor Raphael Góis Furtado, tendo como vice a militante Laís Carvalho. Como o PT e PSOL, frente a todos os últimos acontecimentos no Brasil e nos Estados Unidos com a força do movimento Black Lives Matter, o PSTU têm defendido a polícia como parte da classe trabalhadora, afirmando que “deveria ser ensinado aos agentes que as raízes da violência que exercem é o capitalismo”. Mostrando, dessa forma, que acreditam no senso comum de “desmilitarização da polícia” e no argumento de que, assim, deixariam de atuar para os capitalistas e se preocupariam com a “segurança dos cidadãos”, negando toda a tradição revolucionária marxista sobre o verdadeiro papel da polícia como um braço armado do Estado capitalista.

Essas primeiras eleições no governo Bolsonaro, apesar de serem eleições municipais, serão mais nacionais do que nunca. Os diferentes atores do regime como Bolsonaro, Mourão e os militares, mas também todos que se dizem oposição ao governo e querem se colocar como “mais sensatos” como o STF, todo o poder judiciário, Rodrigo Maia com o Congresso Nacional e diversos governadores pelo país, por ora deixam de lado suas diferenças, para conformar um pacto e descarregar a crise econômica nas costas da classe trabalhadora. Estamos vivendo um regime político extremamente antidemocrático, que está a serviço dos grandes grupos econômicos, do capital financeiro e completamente subordinado ao imperialismo. Nesse sentido, é evidente que a unidade é fundamental para enfrentar todos estes ataques, mas a unidade necessária é a da classe trabalhadora. Não é possível combater todos ataques com os diferentes setores que apoiaram o golpe institucional, a aprovação da reforma da previdência e seguem apoiando a retirada de direitos nos distintos estados. Não é um vereador, um deputado eleito ou a junção de meia dúzia de parlamentares que vai mudar a situação que está colocada. Não é fazendo uma “frente ampla” com supostos “democratas” que aprovaram e apoiam as reformas e ataques que vamos dar uma solução, e a experiência do PT deixa evidente isso. A luta no parlamento só faz sentido se for para potencializar a luta trabalhadora nas ruas, greves, em cada local de trabalho, e, para isso, tem que se enfrentar com a burocracia sindical para retomar os sindicatos para as mãos dos trabalhadores, já que são partes de ferramentas de luta.


Trabalhadores dos Correios no ES / Imagem: José Carlos Shaeffer

Como já viemos declarando nesse diário, o caminho para barrar o avanço do conservadorismo no Espírito Santo e derrotar Bolsonaro e Mourão, com certeza não virá através de uma frente ampla da esquerda com partidos burgueses, argumentando que para enfrentar os ataques à democracia, é preciso dar as mão à "qualquer um que esteja contra Bolsonaro", como se expressou recentemente na live do Brigadas Populares, que contou inclusive com a participação do candidato à prefeitura Roberto Martins (REDE), que recentemente retirou sua candidatura para apoiar Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB); este que foi condenado por improbidade administrativa devido a licitações realizadas pelo município de Vitória em 2003, na época em que foi prefeito. Luiz Paulo vem enfrentando problemas para se candidatar e recorreu à nacional do PSDB, tendo em vista que no ES o partido preferiu por Neuzinha de Oliveira, que terá como vice Anderson Theodoro, compondo uma chapa “puro sangue”, escancarando mais uma vez o vale-tudo eleitoral.

Leia também: As eleições em meio ao governo Bolsonaro e as tarefas da esquerda

O PT, PDT e REDE estão inseridos no movimento Janelas pela Democracia, que defende o impeachment do Bolsonaro. Com o argumento de que isto pode “desestabilizar” o governo de conjunto, essas organizações que encabeçam esse pedido não dialogam com o fato de que seria Mourão quem entraria em seu lugar.

É por isso que o Movimento Revolucionário de Trabalhadores luta com uma perspectiva diferente dessa estratégia de atuar por dentro desse regime apodrecido que busca alianças com gente que seja "menos pior" que Bolsonaro. Uma luta por um governo de trabalhadores, de ruptura com o capitalismo, mas dizendo a todos os trabalhadores, mulheres, jovens que ainda não compartilham essa estratégia, que se somem à essa batalha pelos direitos democráticos, que seja o conjunto do povo trabalhador que decida e não as instituições golpistas. Batalhar por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que significa que serão eleitos deputados em todo o país, onde possam se apresentar todas as organizações políticas, abrindo um grande debate nacional, onde nenhuma instituição esteja por cima dessa Assembleia, revogando todas as reformas ultrarreacionárias que impôs Bolsonaro e votando todas as medidas que respondam às necessidades dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e da juventude. Como vem-se demonstrando a partir das pré-candidaturas do MRT e da Bancada Revolucionária dos Trabalhadores em São Paulo, por filiação democrática no PSOL, uma voz revolucionária que fortaleça os focos de resistência operária que se expressam no país, porque para conquistar as demandas municipais é preciso unificá-las à luta por um programa nacional contra os ataques de Bolsonaro, Guedes e os grandes empresários, e potencializar as lutas em curso como a greve dos trabalhadores dos Correios, que, se avança, será o principal ponto de apoio contra todos os ataques.

Nesse sentido, fazemos um forte chamado à todas e todos que buscam uma saída de conjunto para se enfrentar com o governo Bolsonaro e esse regime, à construir com a gente uma organização revolucionária no estado do Espírito Santo, que batalha pelo fim do capitalismo no mundo. Também chamamos a candidatura do PSOL no ES a levantar um programa anticapitalista para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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