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Crivella afirma que não irá pagar o 13º dos servidores do Rio no prazo

Inimigo dos trabalhadores, Marcelo Crivella afirmou na TV que não irá pagar em dia a primeira parcela do 13º de mais de 174 mil servidores.

sexta-feira 27 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução

Em entrevista nessa quinta-feira (26) na Record, o negacionista aliado de Bolsonaro e candidato à reeleição no Rio, Marcelo Crivella do Republicanos, disse que não teria dinheiro para pagar a primeira parcela do 13º dos servidores públicos da ativa, aposentados e pensionistas.

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Anos de demissões, precarização e atrasos salarias marcaram a vida dos servidores públicos do Rio de Janeiro sob o governo de Crivella. Agora, com a cidade atravessando um novo pico de infecções de Covid-19, fruto do negacionismo e do total descaso com a saúde da população e com os trabalhadores da linha de frente, Crivella declara na TV seu próximo descaso.

Confira: 6 razões para reafirmar o ódio a Crivella e enfrentar a extrema direita e todo golpismo

Apesar da demagogia de que estaria buscando um adiantamento de receitas para pagar o 13º, Crivella cumpriu com esmero a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que estrangula o orçamento público, e tem um longo histórico de ajustes que evidencia seu total descaso com os servidores e a população, tendo levado adiante uma brutal reforma da previdência antes mesmo daquela feita Bolsonaro, cortado R$800 milhões da saúde e 90% dos recursos destinados ao combate a enchentes.

Esse mesmo prefeito que afirma não ter verbas enviou recentemente à Câmara um pacote de medidas abrindo mão de arrecadação de impostos de empresários e grandes devedores do município — cujo impacto no orçamento do ano que vem não foi sequer medido pelos técnicos da prefeitura. Disse depender da operação de venda dos direitos sobre os royalties futuros de petróleo para honrar o compromisso com os servidores, sendo que, para os patrões, os cofres municipais sempre estão abertos. O pagamento dos salários em dezembro, no entanto, estariam garantidos, segundo Crivella, cuja palavra não vale nada se for analisar o seu longo histórico de mentiras no governo

Isso vem em meio a um cenário já bastante complexo para servidores, em especial da saúde, com aumento do número de casos de COVID-19. Na quarta-feira chegou a 95% a taxa de lotação das UTIs do Rio, o que foi a maior taxa desde o início da pandemia. O fechamento de diversos hospitais de campanha e precarização de hospitais tradicionais do Rio, como o Hospital Federal de Bonsucesso, que pegou fogo no mês passado, são motivos para esta superlotação.

Nem Crivella, nem Eduardo Paes apresentam saída para essa situação. Paes também realizou cortes milionários na saúde e implementou o sistema de Organizações Sociais no Rio de Janeiro, que terceiriza a saúde para empresas lucrarem com um direito. O ex-prefeito, que se faz de progressista quando lhe convém, é do DEM, ex-PFL um dos partidos herdeiros do ARENA da ditadura militar, que pavimentou o caminho do golpe institucional através de, também principal articulador da Reforma da Previdência.

Dessa forma, não é com “mal menor” que combateremos a direita, mas organizando nossa força militante e em oposição ao falso progressismo de Paes. Só assim poderemos fazer frente à direita e colocaremos Bolsonaro e Crivella na lata de lixo. Com o argumento de derrotar Crivella, vários setores declaram voto em Paes, mas ele não é mal menor, e sim um terrível representante do que há de mais podre da política carioca, expressão da elite escravocrata, com seus velhos grandes esquemas de corrupção para atacar os trabalhadores nos próximos 4 anos. Frente a Crivella é outra roupagem conservadora e também neoliberal para o mesmo objetivo.

Veja também: Eduardo Paes e Crivella: vote nulo contra as duas faces da exploração dos trabalhadores cariocas




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