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RIO DE JANEIRO

Negacionismo de Crivella deixa o Rio de Janeiro a mercê da segunda onda de Covid-19

Negacionista, Crivella mostra total descaso com a saúde do Rio de Janeiro e população carioca é colocada em segundo plano num momento tão brutal, quando há 93% de ocupação dos leitos de UTI.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

A cidade do Rio de Janeiro se encontra novamente em situação emergencial em relação à Covid-19. O aumento do contágio e mortes na cidade cresce de forma abrupta e exponencial e com isso a procura de leitos de UTI exclusivos para o tratamento do coronavírus aumentou de forma considerável.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede pública fluminense já bate os 93% e a fila de espera por uma transferência consequentemente mostrou um aumento assustador.

Além dos níveis alarmantes nas UTIs, a taxa de ocupação de leitos de enfermaria para tratamento do novo coronavírus somente na capital já chegam a 70%.

A gestão catastrófica do bolsonarista Crivella em relação a pandemia se reflete muito nesse quesito, em maio a cidade do Rio tinha disponível 2.564 leitos para a doença, hoje, são 1.253 por causa da desativação de hospitais de campanha do estado e de alas especiais em outras unidades. Os principais hospitais da rede do SUS na capital tinham nesta quarta 15% de seus 639 leitos de terapia intensiva exclusivos “impedidos” para uso. O termo correto seria “fechados de forma irresponsável.”

Somente no Hospital Geral de Bonsucesso, são 30 leitos fechados. Este que pegou fogo no mês passado e ainda não foi reformado e reabastecido visto a situação calamitosa que se encontram os hospitais do estado do Rio de Janeiro. Dos outros leitos fechados, mais de 70 deles estão parados por questões elétricas, falta de insumos e equipamentos e principalmente a diminuição de profissionais de saúde que deveriam ser contratados para conter essa situação, e os que permanecem na luta contra o vírus trabalham de forma precarizada e com seus salários constantemente atrasados pelo descaso dos governos de Witzel e Crivella durante toda a gestão pífia da pandemia desde março, durante a qual cortaram mai de 400 milhões da saúde, desde 2019.

O negacionismo de Crivella foi intensificado com as eleições municipais, e o mesmo descartou a possibilidade da cidade do Rio ser afetada novamente porque não foi feito lockdown, se orgulhando que a população tem construído “imunidade de rebanho". Diante desse quadro, o prefeito bolsonarista colocou em descarte a possibilidade de uma nova quarentena e bloqueios aos comércios. Colocando absurdamente os lucros dos grandes empresários em primeiro lugar.

Mas a realidade se impõe mais uma vez ferozmente para a população do Rio e a segunda onda da doença na cidade e no estado é eminente. Para infectologistas e profissionais especializados na área da saúde, esta situação já era um quadro esperado. E será mais uma nova tragédia anunciada e que foi alertada antes, nada foi tirado da experiência com a Covid-19 até agora e a situação é perigosa e de um possível colapso na rede de hospitais do estado do Rio de Janeiro.




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