Economia

SANTANDER

Com lucros bilionários ao ano, Santander quer que funcionários abram mão de seus direitos

Presidente do Santander, Sérgio Rial, quer que os funcionários do banco abram mão de seus direitos ou parte do salário para trabalharem em home office. Mesmo com lucro de mais de R$ 14 bilhões o banco quer é descarregar a crise do coronavírus nas costas dos trabalhadores.

sábado 27 de junho| Edição do dia

O presidente do Santander, Sergio Rial, afirmou nesta sexta (26) que o banco estudar as “melhores” maneiras para implementar o home office para seus funcionários com retirada de direitos. Esse banco que lucra bilhões todos os anos, quer como condição para que seja implementado o modelo e os funcionários possam ficar quarentena é que os trabalhadores façam uma “abdicação voluntária” de benefícios ou de um porcentagem do salário, querendo descarregar de forma descarada os efeitos da crise do coronavírus nas costas dos trabalhadores.

Entrevistado em uma transmissão ao vivo, promovida pelo próprio banco, Rial disse que essa abdicação voluntária de direitos ou parte do salário seria supostamente bom para o funcionário que optasse o trabalho remoto já que gastaria menos tempo e dinheiro indo para a empresa.

“Se tudo isso te poupa tempo, você deixa de gastar com combustível, tua vida mais fácil até sob o ponto de vista econômico, por que não dividir algumas coisas dessas com a empresa? Por que não pode ser um voluntário com a abdicação de algum benefício, de algum salário? Desde que seja voluntário”. afirmou o presidente do banco no vídeo querendo que os trabalhadores “compartilhe” com a empresa os prejuízos causados pela pandemia abrindo mão de seus salários.

É uma tremenda cretinice do banco fazer uma exigência dessa, que na prática possa vim a ser um ataques, enquanto mantém altos lucros como informado acima. Só em 2019 o lucro líquido do Banco teve um aumento de 17,4% com relação ao ano anterior, passando para o valor de R$ 14,5 bilhões. E se não bastasse isso ainda recebeu junto com outros grandes bancos uma ajuda do governo Bolsonaro de nada menos que 1,2 trilhão de reais com um discurso demagógico do presidente de estar evitando com que os bancos quebrem na pandemia. O que se mostrou ao contrário já que os bancos aumentaram seu lucros em meio a crise elevando os juros. E de fato, os bancos sempre seguem lucrando ainda mais em tempos de crise como a que estamos vivendo em meio a pandemia. Sem falar da dívida pública onde muitos bancos, inclusive o Santander, lucram todos os anos em cima dessa dívida que é ilegítima, fraudulenta e ilegal que no fim é paga com dinheiro dos trabalhadores.

É extremamente absurdo as falas do presidente do Santander em dizer que os trabalhadores têm que se voluntariar para “ajudar o banco” frente a crise. O que mais o banco faz na vida é explora os trabalhadores e todo o povo para cada vez mais acumulem mais e mais riquezas. Enquanto os trabalhadores seguem morrendo para o coronavírus e seguem sofrendo com os efeitos da crise com demissões e trabalhos precários, e ainda cortes de salários como o presidente do Santander tanto quer implementar.

Para enfrentar esses ataques, é necessário que os trabalhadores se organizem e tenham uma saída independente e anticapitalista que se enfrente contra os ataques que os capitalistas querem aplicar. Para isso é necessário também se enfrentar com Bolsonaro e com os militares que o sustentam em seu governo. Mas sem qualquer tipo de confiança nos opositores de Bolsonaro que também deixam de lado respostas para a pandemia que não sejam para atender os lucros, como os Governadores, o Congresso e o STF. É preciso lutar por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana, para que os trabalhadores possam se colocar e decidir os rumos do país, para que não sejam eles que paguem pela crise.




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