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GOVERNO BOLSONARO

Procurador-geral da República demite procuradora crítica a Bolsonaro e assume seu cargo

Augusto Aras, procurador-geral da República, destituiu procuradora federal dos Direitos do Cidadão que era a crítica a Bolsonaro e seu discursos favoráveis a ditadura militar e contra minorias, e tomou posse do cargo, em mais uma demonstração do caráter reacionário este governo.

terça-feira 3 de dezembro| Edição do dia

O procurador-geral da República Augusto Aras destituiu a procuradora federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Déborah Duprat, do assento destinado ao Ministério Público Federal no Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos de Damares Alves.

No lugar da procuradora, o PGR colocou a si mesmo na cadeira e, como suplente, o procurador Ailton Benedito.

Déborah Duprat é crítica de diversas medidas do governo Bolsonaro. Nos últimos meses, a procuradora assinou notas técnicas contrárias ao decreto das armas, à comemoração do golpe militar de 1964 nos quartéis do Exército e até mesmo contra a indicação de Ailton Benedito, que pode agora assumir sua cadeira na ausência de Aras, à Comissão de Mortos e Desaparecidos.


Débora Duprat, procuradora destituida por Aras

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Recentemente, Damares Alves via Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos declarou que iria ocorrer um corte das verbas destinadas à análise das ossadas da vale do cemitério de Perus, um dos locais onde militares ocultavam corpos de pessoas assassinadas na Ditadura militar.

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Não é novidade que este governo avança contra ativistas e militantes, bem como contra direitos elementares, apoiados em um discurso ultra reacionário, de ódio às mulheres, negros, indígenas, LGBTs e oposicionistas de seu governo.


Augusto Aras e Bolsonaro

Tampouco possui caráter aleatório estes ataques, pois são estes setores que, ao lado dos trabalhadores, mostraram disposição para enfrentar esse governo de extrema direita, que avança contra direitos elementares, com um projeto de reformas e ajustes para fazer com que sejam os trabalhadores que paguem pela crise capitalista. A força dos trabalhadores e dos setores oprimidos, alvos de Bolsonaro, deve ser colocada nas ruas, sem nenhuma confiança nos aparatos que se dizem fazer "justiça", para enfrentar o futuro de miséria que querem nos impor.

Com informações de Agência Estado




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