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2º Ato contra aumento da tarifa de ônibus e contra demissão dos cobradores em Marília

Nesta quinta-feira (01/10) ocorre a segunda manifestação desde o segundo aumento da tarifa do ano de 2015 em Marília. Além da reivindicação contra o aumento da tarifa, os manifestantes também denunciaram fortemente a precarização do trabalho e demissão dos funcionários do transporte público.

sexta-feira 2 de outubro de 2015| Edição do dia

Recentemente, como noticiamos aqui, ocorreu o segundo aumento da tarifa de ônibus do ano em Marília, passando de R$2,85 para R$3,00. Esta medida demonstra que a prefeitura de Vinicius Camarinha do PSB está comprometida apenas com os interesses dos empresários da Sorriso e Grande Marília e não com a qualidade do serviço.

A população que vê o desemprego aumentar, os preços dos alimentos subirem, a conta de luz e do gás crescerem, agora paga uma tarifa abusiva para andar nos ônibus superlotados na volta do serviço.

A questão também atinge os trabalhadores do transporte. Com ganância ilimitada, as empresas estão demitindo os cobradores, mantendo os motoristas fazendo a função de receber o valor da passagem, e de observar a entrada e saída dos passageiros para abrir e fechar as portas. Por um aumento de apenas 1%, um só motorista fica encarregado pelo serviço que antes era de dois trabalhadores. Pela sobrecarga ocorre o aumento do risco de acidentes, e atraso de horários. É comum problemas de saúde sendo manifestados entre os motoristas, como pressão alta e problemas relacionados a stress. Enorme contingente de trabalhadores estará no olho da rua no próximo dia 8/10. Há grande pressão que assinem as demissões. Quem são os únicos beneficiados com isso?

A partir desta situação, e retomando um histórico de lutas pelo transporte público em Marília, e pelas pautas da educação, organizou-se uma Frente de Lutas pelo Transporte, que realizou panfletagens e organizou um ato ocorrido no dia 17/09, que noticiamos aqui, logo após o aumento da tarifa.

Nesta quinta-feira ocorreu um segundo ato. Cerca de 100 estudantes e trabalhadores percorreram as ruas do centro da cidade, dando visibilidade ao problema, e terminaram o ato no terminal urbano. A maioria da população demonstrou apoio à mobilização, entendendo ser justa. Trabalhadores abordaram os manifestantes demonstrando a necessidade de fazer algo diante da situação insustentável. Um trabalhador disse aos lutadores: “não pude estar neste ato, mas vocês foram minha voz no dia de hoje!”.

Vejam fotos e vídeo de fala de Diego Damaceno, professor da rede pública no ato:




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