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IMPOSTO SINDICAL

Temer recompensa traição da Força Sindical à greve garantindo imposto sindical

Em reunião com representante da Força Sindical, governo Temer reconhece que poderá fazer ajustes no texto da reforma trabalhista, para encontrar alternativa de financiamento dos sindicatos ao imposto sindical. É a comprovação da entrega da mobilização dos trabalhadores e da greve geral pela Força Sindical, para garantir alguma forma de manutenção do imposto.

quarta-feira 5 de julho| Edição do dia

O presidente Michel Temer indicou em reunião com sindicalistas que o governo vê positivamente a ideia de uma nova contribuição sindical a ser paga pelos trabalhadores que participam dos acordos coletivos. A medida será a alternativa ao fim do imposto sindical previsto na reforma trabalhista. Em encontro realizado mais cedo, Temer reafirmou o compromisso de ajustar a reforma trabalhista em alguns pontos após eventual aprovação no plenário do Senado.

O governo peemedebista avalia incluir em uma medida provisória a regulamentação da contribuição assistencial —que representa até 70% do orçamento de alguns sindicatos.

"O presidente disse que topa fazer a discussão sobre essa proposta de financiamento aos sindicatos", disse o primeiro-secretário da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, que participou do encontro no Palácio do Jaburu. Além de representantes da Força Sindical, a reunião com Temer também contou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que prometeu apoio à iniciativa e discutirá o tema no Congresso.

A informação confirma o papel traidor que tiveram algumas das centrais sindicais, representada principalmente pela Força Sindical, ao se aproveitarem do ímpeto de mobilização dos trabalhadores, para ao invés de construir a greve geral, canalizar essa disposição de luta para negociar com o governo pequenas concessões na reforma trabalhista, sendo o principal objetivo alguma forma de manutenção da contribuição sindical.

Num momento em que a crise política, com a abertura do processo de denúncia contra Temer, o deixa ainda mais com a corda no pescoço, o presidente entrega alguns anéis para não perder os dedos, e abre essas pequenas concessões às centrais sindicais com quem pode contar para frear a luta dos trabalhadores.




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