Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Temer quer arrancar o direito à aposentadoria dos brasileiros na primeira semana de dezembro

Temer e Maia entraram em acordo para votar a Reforma da Previdência na primeira semana de dezembro. Apenas uma mobilização dos trabalhadores, retomando o caminho da greve geral, pode de fato não apenas barrar a Reforma da Previdência, como anular a Reforma Trabalhista.

segunda-feira 20 de novembro| Edição do dia

O acordo entre Rodrigo Maia (DEM) e Temer efetivou em jantar na casa do presidente da Câmara dos Deputados, um dia após Alexandre Baldy, um dos principais aliados de Maia, ter nomeado para o Ministério das Cidades. A troca de favores entre Maia e Temer resultou na decisão de que a votação da Reforma da Previdência será realizada na primeira semana de dezembro, provavelmente no dia 6.

O texto final da Reforma da Previdência ainda será discutido por Temer e seus aliados dia 22 de novembro. O governo Temer divulgou há algumas semanas que alterações no texto seriam feitas de forma a facilitar com que a Reforma da Previdência fosse passada. O texto-âncora, como foi chamado, é mais uma das manobras de Temer, que faria com que o quórum para a aprovação fosse menor e que as demais modificações pudessem ser realizadas através de Medidas Provisórias.

Veja também: "Nova" reforma da previdência ainda exige 40 anos de trabalho para a aposentadoria integral"

Através dos acordos e concessões realizadas por Temer, o governo golpista tem se sentido mais seguro para colocar em curso de votação um dos ataques mais brutais contra os trabalhadores, fechando o conjunto de medidas que reforçam sua aliança com os capitalistas. A forma mais simples da Reforma da Previdência ainda fará com que os brasileiros trabalhem por 40 anos para que possam se aposentar com o salário integral, enquanto nos altos escalões da política e do governo brasileiro, muitos aposentam muito mais cedo e com salários fartíssimos.

Para poder barrar a Reforma da Previdência e anular a Reforma Trabalhista, que vem para precarizar ainda mais os postos de trabalho, é preciso a organização dos trabalhadores retomando o caminho da greve geral. Somente a superação da paralisia das grandes centrais sindicais, que traem o movimento dos trabalhadores, e uma organização efetiva e pela base, poderá derrotar os ataques do governo Temer.




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