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Petrobras pagará $1,7 bilhão extra aos acionistas enquanto demite trabalhadores

Ontem, 20, a Petrobras divulgou um gigantesco montante de lucro que bateu recorde na história da empresa, foram $ 40,137 bilhões de reais no primeiro ano de Bolsonaro, em que se acelerou a privatização da empresa. Com isso, os acionistas receberão 10,6 bilhões.

sexta-feira 21 de fevereiro| Edição do dia

Como divulgamos ontem, para alegria de Wall Street que colhe resultados das privatizações e dos altos preços dos combustíveis, a Petrobras anunciou lucro recorde na história da empresa, elevando para mais de 40 bilhões. Com isso, a empresa pagará aos acionistas $1,7 bilhão a mais do que recebem hoje.

Assim, os acionistas estrangeiros da bolsa de Nova York, que somam quase 40% da empresa estão mais do que contentes com os resultados colhidos que bateram recorde depois do aprofundamento dos planos privatistas de Bolsonaro e Guedes, com o recorde também do leilão de pré-sal e com as altas políticas de preço do gás de cozinha e gasolina que atingem a população e os trabalhadores.

Os analistas Vicente Falanga e Gustavo Sadka, do Bradesco BBI, escreveram em relatório que acreditam que como está hoje a Petrobras seguirá essa tendência de aumentar os lucros aos acionistas, assim como analistas do BTG Pactual que em relatório recomendam investir nos papéis da Petrobras.

É muito sintomático que a Petrobras tenha batido recorde de lucros exatamente nesse momento, em que pretende demitir 1000 trabalhadores no Paraná da FAFEN, e no mesmo ano em que também se bateu recorde no leilão do pré-sal. Assim, se escancara quais eram os planos da lava-jato que nós do Esquerda Diário sempre denunciamos, que as custas dos trabalhadores se aprofundasse no país a submissão e os lucros do capital estrangeiro.

Os lucros dos acionistas estrangeiros enquanto a empresa demite 1000 trabalhadores, aumenta sua política de preço e é vendida ao capital internacional, só evidenciam que é preciso enfrentar essa submissão ao imperialismo e defender uma Petrobras 100% estatal e sob controle dos trabalhadores e da população para que assim possa cumprir um papel ligado aos interesses do povo pobre e trabalhador e não dos bancos e grandes empresários internacionais de Wall Street.




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