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SANTO ANDRÉ - ABC PAULISTA | Paulo Serra (PSDB) aprova reforma da previdência em Santo André em plena pandemia

Nesta terça, 29, foi aprovada em segundo turno a reforma da previdência na Câmara de Santo André. O Projeto do prefeito Paulo Serra (PSDB) foi apresentado e aprovado em menos de uma semana, com a chancela da maioria dos vereadores, que se aproveitam da pandemia para atacar “em caráter de urgência” o direito à aposentadoria dos servidores municipais.

quarta-feira 30 de junho | Edição do dia

Seis dias úteis. Esse foi o brevíssimo intervalo entre a apresentação do Projeto de Lei Complementar 01 (PC Nº 109.06.2021) pelo prefeito tucano e sua votação em segundo turno. Paulo Serra contou com a maioria dos vereadores neste feito nefasto, foram 17 votos favoráveis e 4 contrários. Agora o Projeto só aguarda a sanção do Executivo.

Apoiados no ataque a nível federal que o governo Bolsonaro impôs, com a reforma da previdência em 2019, e seguindo o exemplo de Doria, que neste mesmo ano aprovou a reforma no estado na base da bala de borracha, bombas e gás lacrimogêneo contra professores e servidores, o PSDB fez a sua parte para agradar os grandes capitalistas também em Santo André, com o voto do PSB, PDT, DEM, Avante, Cidadania, PSD, PTB e PV.

Com argumentos furados de que servidores são privilegiados ou que faltará dinheiro para arcar com a aposentadoria dos servidores, Paulo Serra segue a linha do governo bolsonarista de priorizar as verbas para o pagamento da fraudulenta dívida pública, enquanto é o 4º prefeito mais bem pago do país, com base salarial de 27 mil reais, segundo levantamento realizado pelo jornal Repórter Diário em abril deste ano.

Isso só deixa ainda mais claro que apesar do PSDB se colocar como oposição a Bolsonaro, não passa de uma mera oposição eleitoral, pois se unem para atacar os trabalhadores e garantir os lucros e privilégios dos patrões. Enquanto o tucano faz propaganda cínica de gestão humana da pandemia, se utiliza desse momento para ir até o final nos planos traçados pelo pelo golpe institucional de 2016.

A reforma da previdência aprovada em Santo André, seguindo os moldes da reacionária reforma da previdência do governo Bolsonaro, aumenta a idade mínima (65 anos para homem e 62 para mulher), além de aumentar o tempo de contribuição, quesitos que reverterão em média 60% do valor mínimo. Ou seja, trabalhar até morrer e, caso não morra, ser destinado a uma situação de miséria após longas décadas de trabalho e contribuição.

Dos 4 votos contrários à reforma, 2 foram do PT e 1 do PSOL. No entanto, a linha seguida por essa oposição a Paulo Serra foi passiva e estéril, com proposta de adiamento da votação e não pela retirada integral do Projeto. O PT que está à frente da direção de sindicatos importantes em todo o país não foi capaz de mobilizar sua base sequer em solidariedade aos servidores.

Mas a situação se afunila mais a cada dia, seja a nível federal, estadual ou municipal. Já são mais de 12 milhões de desempregados, mais de 14 milhões de famílias na miséria, mais de 50% da população do país em insegurança alimentar, 514 mil mortos pela COVID. Os atos de rua do dia 29M e 19J mostraram a disposição de luta da juventude e da classe trabalhadora em se enfrentar com os ataques do regime golpista.

O próximo dia 3 de julho se impôs como um novo dia de luta diante do escândalo da Covaxin e acelerou os ritmos impostos pelas burocracias dos sindicatos e entidades estudantis, que ao invés de canalizar a dor e revolta contra nossos inimigos, buscam amenizar os ânimos enquanto esperam passivamente as eleições de 2022.

O Sindserv indicou que fará um chamado à greve dos servidores para reverter esse ataque à aposentadoria. Essa mobilização pode ganhar força se construída na base de cada local de trabalho e se ligando às mobilizações nacionais que questionam Bolsonaro e seu legado nefasto. Também a mais ampla solidariedade ativa dos sindicatos da CUT, CSP-Conlutas e demais centrais, assim como de categorias importantes como a de professores estaduais que travaram uma dura luta contra os ataques de Doria, é necessária para travar essa batalha também na cidade.

Professora Maíra Machado, fala diretamente da manifestação que os servidores realizaram em frente à Câmara Municipal

É urgente que os sindicatos e entidades estudantis, junto aos movimentos sociais, à juventude e os trabalhadores não sindicalizados, organizem nas ruas essa insatisfação, pois nossa força pode impor uma greve geral que paralise amplos setores da classe trabalhadora.

A força desse movimento pode impor o Fora Bolsonaro, Mourão e militares, e também questionar o sistema de conjunto. Nesse sentido chamamos a esquerda a da cidade a colocar de pé um comitê que possa se articular a nível nacional pela greve geral, para desde a base organizarmos nossa luta com um plano que unifique estudantes e trabalhadores para golpear com um só punho o governo.

Entenda Melhor: Chamado à esquerda para construir um Comitê Nacional pela Greve Geral




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