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Para representantes no Consu da Unicamp vote Flávia Telles e Úrsula Noronha

Hoje, 10, é o último dia das eleições de representantes discente para o Conselho Universitário. Nós da Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária – estamos com as candidaturas de Flávia Telles e Úrsula Noronha para fortalecer a voz do movimento estudantil contra projeto privatista e os ataques de conjunto do governo Bolsonaro (PSL) e Dória (PSDB), os fundos patrimoniais de Knobel e a tentativa escandalosa e inadmissível de demissão de 330 trabalhadores terceirizados.

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quinta-feira 10 de outubro| Edição do dia

A juventude tem se apresentado como o setor mais dinâmico e ponta de lança dos processos de luta frente aos ataques de conjunto, como foi com a Reforma da Previdência e, principalmente, à educação do governo Bolsonaro e Dória, a exemplo dos cortes nas bolsas de pós graduação, o future-se e a CPI das universidades no estado de São Paulo.

Na Unicamp foi anunciada recentemente a demissão de 330 trabalhadores terceirizados da Funcamp. A proposta, na qual a reitoria é conivente, é que se contrate outra empresa terceirizada deixando esses trabalhadores na rua e/ou recontratando-os à um salário bem inferior, sem direito à creche, centro de saúde e cortando parte do vale alimentação. Uma contradição, para uma universidade que diz defender uma educação pública de qualidade e estar ao lado da população, mas, na verdade, não reconhece e tampouco defende os terceirizados como seus trabalhadores reais. Trabalhadores que comprovam todos os dias que estão aptos para desenvolverem as suas funções e, portanto, deveriam ser incorporados imediatamente como efetivos e sem concurso pela universidade. Tendo garantidos todos os direitos que os trabalhadores concursados possuem. Não aceitamos nenhuma família na rua!

Na última sessão do Conselho Universitário (Consu) foi aprovada uma medida que permite fundo de financiamento de recursos privados para suprir os contingenciamentos dos repasses públicos, chamado de fundos patrimoniais. Ou seja, permite com que empresas e fundos privados financiem atividades, pesquisas e laboratórios dentro da Unicamp. Como quem paga a banda escolhe a música, isso é dizer que terá junto com essa medida um controle ideológico, pois só serão financiadas pesquisas que forem lucrativas para o setor privado. Significa dizer que o dinheiro público investido em infraestrutura, bolsas e pesquisas, servirá para criar patentes para o setor privado.

Nessa mesma sessão do Consu a reitoria de Marcelo Knobel aprovou a convocação de uma assembleia dos três setores, que não ocorre desde o período da ditadura militar. Ao mesmo tempo em que essa assembleia poderia servir para criar uma ampla unidade entre trabalhadores e estudantes para enfrentar os ataques dos governos, expressando uma grande potência, como nos mostra a UFSC atualmente, a reitoria se nega a fazer uma assembleia democrática com direito à voz e voto para o conjunto da comunidade acadêmica, evidenciando um caráter meramente formal.

Ou seja, ao mesmo tempo que diz querer defender o ensino público, Knobel aprova financiamento privado para a Unicamp e se nega a oferecer um espaço democrático para todos os setores que compõem a universidade se expressarem. O que ele teme? Sem dúvidas, a juventude que se colocou no último período contra todos os ataques do governo estará na linha de frente de defender a universidade.

Queremos fortalecer a voz do movimento estudantil contra projeto privatista e os ataques de conjunto do governo Bolsonaro e Dória, os fundos patrimoniais de Knobel e a tentativa escandalosa e inadmissível de demissão de 330 trabalhadores terceirizados.

Assim, estaremos mais fortalecidos para enfrentar o projeto de Bolsonaro, avançando a medidas como a efetivação de todos os terceirizados sem concurso público e batalhando por uma universidade que tenha um conhecimento voltado não às empresas, e sim aos interesses da maioria da população. Uma universidade que passe por um processo estatuinte na qual os trabalhadores e estudantes tenham o maior peso nas decisões, para que a Unicamp seja gerida por quem a mantém funcionando, por trabalhadores, estudantes e professores de acordo com seu peso real, e não pelo Consu totalmente antidemocrático. É em defesa dessas ideias que a juventude Faísca está se propõe a estar no CONSU, denunciando a estrutura de poder antidemocrática e fortalecendo a luta dos trabalhadores e estudantes.

Vote Flávia Telles e Úrsula Noronha para representante no Consu da Unicamp (a votação é online (o link foi enviado para todos os estudantes pelo e-mail institucional). Conheça também nossa tese para o XIII Congresso de Estudantes da Unicamp, vote e construa essas ideias.




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