Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Para acalmar policiais, Bolsonaro diz que pontos da Reforma serão "corrigidos" na Câmara

Em entrevista após participar de evento militar em Brasília, Bolsonaro afirmou que podem haver alterações na versão da Reforma da Previdência que foi proposta por seu governo e aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados na última quinta-feira, 4.

sexta-feira 5 de julho| Edição do dia

Segundo ele, o plenário da Câmara, que deve na próxima semana começar a discutir oficialmente o projeto de lei, vai poder ‘corrigir’ eventuais erros que o gabinete do Presidente possa ter cometido.

Bolsonaro não quis dizer quais seriam esses erros, mas fica nas entrelinhas que se referem aos policiais civis e federais - já que PMs e bombeiros foram retirados da reforma -, que possivelmente estavam contando com uma aproximação maior com os que têm os membros das Forças Armadas, e inclusive chamaram seu partido de traidor por não ter forçado que esse ponto fosse aprovado.

Conforme viemos denunciando aqui no Esquerda Diário, essa nefasta Reforma pretende acabar com os direitos dos trabalhadores ao futuro, nos forçando a trabalhar até morrer, ao mesmo tempo em que beneficia os setores aliados a ele, principalmente os patrões, grandes empresários, as polícias e o exército. Esse é o lado de Bolsonaro, contra a população pobre, planejando ainda mais ataques que vêm para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude enquanto os ricos continuam lucrando incansavelmente.

Enquanto isso, o PT, o PCdoB e o PDT, que supostamente são oposição ao governo, negociam com o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), alterações e inclusões no projeto para que os estados que governam também sejam incluídos na lei Federal e eles não tenham que arcar com o custo político de implementarem localmente esses ataques, que são exigidos pelos banqueiros e empresários para quem de fato governam. Temos que confiar na força da unidade dos trabalhadores com a juventude para barrar esse ataque.




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