Política

FAZ DE CONTA

Padilha responde ex-AGU: “Governo faz tudo para Lava-Jato alcançar seus objetivos”

Tatiane Lopes

Unicamp, Campinas

segunda-feira 12 de setembro| Edição do dia

O ministro chefe da casa civil, Elizeu Padilha, declarou nesta segunda feira que “não há absolutamente nada da parte do governo que não seja o estímulo à Lava-Jato”, em clara resposta a Fábio Medina Osório, ministro demitido que acusa governo de blindar políticos na Lava Jato. Um faz de conta difícil de acreditar quando até mesmo em áudios da Lava Jato declararam que queriam o impeachment para garantir a impunidade.

A declaração de Padilha foi dada em encontro promovido pela Consulting House com empresários e executivos, e em provocação ao ex-AGU Padilha disse que quem diz que o governo restringe a operação é porque quer “um pouco das luzes do holofote da Lava-Jato”.

Na capa da revista VEJA desta semana o ex-ministro da Advocacia Geral da União, diz que “O governo quer abafar a Lava Jato”. Na entrevista com o ex-AGU há uma narrativa de como o governo Temer estaria fazendo o que o PMDB anunciou em gravações da Lava Jato: abafar a operação e livrar os políticos envolvidos.

Padilha insiste em negar as declarações, “Não há absolutamente nada da parte do governo que não seja o estímulo à Lava-Jato, ontem, hoje, antes de ontem e amanhã. O Poder Executivo inclusive participa de forma brilhante na Lava-Jato através da ação da Polícia Federal. Os atores principais da operação, como a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República, e o Poder Judiciário agem na plenitude de sua independência e com o estímulo do governo. O governo faz tudo ao seu alcance para que a Lava-Jato alcance seus objetivos mais expressivos”

Na disputa de declarações entre Osório e Padilha o que fica claro é que nem a crise política se fechou com o impeachment, nem os partidos judiciário e da mídia estão unidos em um único destino para a Lava-Jato. Podem querer apenas seu desenvolvimento para acabar com o PT e queimar algumas cartas como Eduardo Cunha que será julgado hoje e algum tucano descartável, ou ainda avançar no sentido mãos limpas para refundar os esquemas de corrupção com uma cara mais abertamente pró-imperialista.




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