Educação

REFORMA TRABALHISTA NA EDUCAÇÃO

PUC-MG faz valer a reforma trabalhista e demite professores

A PUC, uma das principais universidade privada do país, que se diz filantrópica mas, que de filantropia não tem absolutamente nada, mostra a cada começo de semestre o quão gananciosa é sua sede de lucro.

sexta-feira 2 de março| Edição do dia

Todo começo de semestre é a mesma coisa: aumento absurdo no valor da mensalidade, que já é uma das mais do Brasil, abandono de alunos por não conseguirem pagar mensalidade, mesmo com o PROUNI (que é outra via de faturamento da universidade através da isenção de impostos), ou que diretamente não conseguem se manter na universidade, quem dirá assistência estudantil.

No final do ano passado, a SMC (Sociedade Mineira de Cultura), que é a instituição que mantém/administra a PUC e o colégio Santa Maria, no final do ano passado logo após a aprovação da absurda reforma trabalhista demitiu dezenas de professores e funcionários do colégio Santa Maria, já na PUC-MG, foram cerca de 54 professores, fora os funcionários terceirizados que prestam serviço pra mesma. Antes disso, em junho do ano passado oito professores da psicologia foram demitidos por conta de suas posições politicas.

Outra instituição de ensino superior, que logo após a aprovação, abraçou a reforma trabalhista e demitiu mais de 1.200 professores em todo país foi a Estácio de Sá, que só em BH foram mais de 50 professores. Em São Paulo a FAM (Faculdade das Américas) dos 192 professores que faziam parte do corpo docente, 85 professores foram demitidos. Essas demissões após a aprovação da reforma segue em diversas universidades privadas no país, que os demitem e depois os contratam com menores salários e contrato de trabalho mais precário. Que após a aprovação reforma trabalhista possibilita até mesmo que os professores trabalhem sem salário, como é o caso do Instituto Federal de Tocantins oferecendo vagas de trabalho voluntario pelo período de um ano.

A PUC-MG, assim como as demais universidades privadas, trata a educação como mercadoria. Essas demissões é o retrato do sucateamento com ensino superior privado, que ao contrario de estarem preocupados com a formação dos alunos, através de pesquisa e extensão, por exemplo, estão muito mais interessados em aumentarem suas margens de lucro e descarregar sobre a vida dos estudantes e funcionários a conta desse sucateamento e colher os louros dessa reforma trabalhista.




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