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RIO GRANDE DO SUL

PT e PCdoB boicotam dia 10 no Rio Grande do Sul

O dia 10 de Novembro está sendo chamado como um dia de lutas pelas centrais sindicais em todo o país contra a reforma trabalhista. No estado do Rio Grande do Sul, o PT e o PCdoB, vem cumprindo o lamentável papel de boicote a esse dia, se somando ao boicote aberto da Força Sindical. Tendo ato às 18h, o principal sindicato, o CPERS (controlado pelo PT e PCdoB), em greve a mais de dois meses vai convocar assembleia ao meio dia, desmobilizando o ato das 18h.

quinta-feira 9 de novembro| Edição do dia

Não bastasse esse boicote ao dia 10, a greve dos educadores do estado que já se estende por 2 meses está sendo afundada pela direção do CPERS. Como divulgado pelo Esquerda Diário, mensagens de WhattsApp da presidenta do sindicato revelam o velho "vale-tudo" da direção para aprovarem o fim da greve em meio ao dia nacional de lutas.

Dessa vez o silêncio com o dia 10 em Porto Alegre, Caxias do Sul e demais cidades gaúchas é ensurdecedor. Não vemos lambes, cartazes, milhares de panfletos sendo distribuídos, carros de som e demais medidas para convocar os trabalhadores e população a lutar. Dessa forma, junto ao imobilismo do dia 30 de Junho, a reforma trabalhista passa sem resistência graças ao boicote do petismo e aliados (CUT e CTB, principalmente).

Tampouco, as bandeiras contra a reforma trabalhista e pela unificação das lutas contra Marchezan, Sartori e Temer aparecem unificadas nas convocatórias para o ato as 18h na esquina democrática. Já é o cúmulo do divisionismo realizar uma assembleia, e ainda pretender acabar com a greve, em meio ao dia de lutas. A estratégia desse setor, na verdade, é desgastar os governos Temer e Sartori visando 2018, e Marchezan visando as eleições em 2020 - e não de fato derrotar as reformas e os ataques.

Em categorias estratégicas, como rodoviários e metalúrgicos, tampouco vem sendo feito algo pelas centrais. Nas universidades, cujos DCE’s também são controlados pelo petismo, como a UFRGS e UCS, não apenas os DCE’s não movem uma palha para conscientizar e mobilizar os estudantes, como eles tentam implodir qualquer iniciativa independente que possa colocar os estudantes em luta. De boicote em boicote os ataques vão passando e a população e trabalhadores é que vão pagando.

Esse dia 10 ganha um contorno especial no RS dadas as greves em curso. Municipários estão em sua mais longeva greve da história e professores estourando os dois meses. É apostando na força dessas greves que o dia 10 tem o potencial para se tornar um ponto de inflexão na correlação de forças no estado. É em base a essa força que convocamos todos a construir o dia 10, em especial no ato, que deveria unificar todas as categorias e setores em luta, às 18h em Porto Alegre, na esquina democrática.




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