Política

30ª FASE DA LAVA JATO

Maior golpista do judiciário assume comando da Lava Jato

O arqui golpista juiz Gilmar Mendes é quem irá assumir a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela análise da maioria dos recursos de políticos investigados na Operação Lava Jato.

Flavia Valle

Professora, Minas Gerais

quarta-feira 25 de maio de 2016| Edição do dia

Um dos arquitetos do golpe institucional e das conduções coercitivas, Gilmar Mendes, que recentemente também assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estará à frente da organização das eleições municipais de outubro, ficará na presidência por um ano. Caberá a ele marcar datas de julgamentos, em acordo com os demais integrantes do colegiado: Cármen Lúcia, Celso de Mello, Dias Toffoli e Teori Zavascki.

A posse de Gilmar Mendes acontece um dia depois do vazamento dos áudios do ex ministro do planejamento Roberto Jucá, e conflui com o início da 30ª fase da operação Lava Jato na manhã dessa terça feira, que investiga possíveis pagamentos de propinas da Petrobrás com fornecedoras de tubos.

Nessa fase da operação serão investigados a quantia superior a R$40 milhões em contratos fraudulentos das empresas contratadas pela Petrobrás, entre os anos de 2009 a 2013. O valor total das fornecedoras com a estatal chega a R$5 bilhões e estão envolvidas as empresas Confab que é acionista da Usiminas, a Apolo e a V&M, do grupo francês Vallourec.

A nova fase já iniciou com novas manobras jurídicas sendo dois mandatos de prisão preventiva e nove conduções coercitivas. Foram presos preventivamente Eduardo Aparecido de Meira e Flavio Henrique de Oliveira Macedo, ambos sócios da Credencial Construtora Empreendimento e Representações.

Em todo processo do impeachment o STF atuou avalizando o golpe e concentrando poderes arbitrários para si, sendo o ministro Gilmar Mendes protagonista entre os golpistas no judiciário.

O vazamento dos áudios do ex-ministro do Planejamento do governo golpista de Temer, vem sendo usado para refortalecer o chamado “partido do judiciário” e a Operação Lava Jato com seu herói Moro e suas ligações interessadas com o imperialismo norte americano.

Essa direita reacionária está fazendo por debaixo dos panos uma constituinte não declarada em que o judiciário arbitra e reinventa leis, altera a constituição ao bel prazer os interesses de uma minoria que leva a frente um governo golpista e de profundos projetos de ajustes contra os direitos dos trabalhadores e do povo.

Na contramão de um refortalecimento de um STF golpista e de uma constituinte velada da direita é preciso impor pela força das mobilizações uma nova constituinte que possa dar uma saída pela raiz à crise de todo o regime político no país e que sejam os trabalhadores e o povo a tomar para si o protagonismo para uma saída da crise que coloque abaixo o governo golpista de Temer e que questione as bases desse regime dos ricos e poderosos.




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