Sociedade

Governo atrasa testes e comunidades indígenas na Amazônia tem alta de casos de coronavírus

Os testes chegaram na região com 3 meses de atraso, e as consequências do descaso do governo com indígenas da Amazônia se mostrou na quantidade de casos confirmados do COVID-19

domingo 14 de junho| Edição do dia

Nessa semana comunidades indígenas na fronteira com a Colômbia receberam testes, com meses de atraso dos governos, e os resultados indicaram que o coronavírus atinge com força a região e a comunidade.

São três meses de atraso para a chegada de testes nessa região da Amazônia, onde vivem indígenas de quase 20 etnias, na região da cidade de Iuaretê, povoado do Amazônas. Foram 263 testes feitos, e 100 casos confirmados de coronavírus entre os moradores das comunidades indígenas na região.

Segundo os números do ministério da Saúde, são 157 infectados na região, com 5 mortes ocorridas pelo descaso dos governos. Em todas as comunidades brasileiras os número chegam a um total de 2,4 mil casos e 85 mortes.

Os casos da comunidade da região Amazônica desta área próxima a fronteira da Colômbia estão sendo tratados no hospital na cidade de São Gabriel. No entanto a superlotação já obriga soluções improvisadas, com retiros de padres se tornando enfermarias, onde também faltam equipamentos como respiradores.

Existe registro também de uso de cloroquina para o tratamento na região. O medicamento já chegava na região para o tratamento de malária, e médicos das equipes da FAB orientam o uso da medicação, mesmo assim.

Se vemos já ao redor do país inteiro a falta de leitos, de EPIs nos hospitais, de respiradores e dos testes, com altíssima subnotificação no país inteiro, fica visível que o descaso com os povos indígenas é ainda maior, ainda mais quando falamos desse Governo Bolsonaro, que desde as eleições marca seu ódio pelos povos indígenas, falando contra demarcação de terras, incentivando conflitos e cumprindo um papel nefasto.

Afinal não é responsabilidade de mais ninguém além do Governo Federal e Estadual a demora de três meses para a chegada de testes na região, deixando que o novo coronavírus se espalhasse por comunidades inteiras, sem qualquer tipo de assistência.




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