Política

INTERVENÇÃO FEDERAL NO RJ

Exército expulsa jornalistas e impede moradores de saírem de casa sem serem fotografados

Num absurdo demonstrativo do desrespeito aos direitos constitucionais que a intervenção federal busca assegurar aos militares e demais forças repressivas do estado do Rio de Janeiro, moradores de três favelas do Rio de Janeiro estão sendo obrigados a se submeter a um cadastramento feito pelos militares, para que tenham liberado o acesso ou a entrada à comunidade.

sexta-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

Distribuídos pelos principais pontos de acesso da comunidade, soldados abordam cada indivíduo que tente adentrar ou deixar a favela, sendo obrigados a efetuar uma espécie de “ficha” em que têm de apresentar o RG e serem fotografados. A foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que analisa se o identificado tem anotação criminal.

Após flagrar tais práticas dos soldados, a reportagem da Folha foi impedida de prosseguir no local, sob a alegação de que sua presença estava “intimidando o trabalho deles”.

O absurdo de tal prática, que fere um direito elementar de qualquer cidadão de ir e vir, somado às declarações de alguns dos generais à frente da intervenção dão o tom das pretensões dos militares, impor sob as comunidades, sob a população pobre, um cerco, em que desejam rasgar todas as mínimas garantias democráticas, tendo assegurada a sua impunidade.

Todos os abusos dessa oportunista e midiática intervenção decretada por Temer estão endereçadas contra a classe trabalhadora. É preciso acabar com a guerra aos pobres, em especial aos negros, garantindo a legalização das drogas. Precisamos, por meio de nossa luta, impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana na qual possamos mudar as regras e acabar com esse regime político corrupto, varrendo o autoritarismo com que querem usar para nos calar.




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