Educação

PROFESSORES RIO GRANDE DO SUL

Escolas fazem reuniões com professores e comunidade em Caxias do Sul e a greve se mantém forte

Na quarta-feira (04) foi realizada uma reunião para esclarecer dúvidas devido à ameaça de demissões dos contratados. A sala do 1º núcleo do CPERS nunca esteve tão cheia, faltando lugar para sentar e com pessoas do lado de fora.

sexta-feira 6 de outubro| Edição do dia

A ameaça descabida do governo Sartori de demitir as professoras e professores contratados resultou em um pequeno refluxo do movimento em Caxias do Sul. Alguns voltaram para a sala de aula, porém o comando de greve foi muito atuante essa semana se fazendo presente em várias reuniões de professores e reuniões com a comunidade de algumas escolas.

Na escola Província de Mendoza, os professores produziram um excelente material para trabalhar com a comunidade, o que resultou num amplo apoio à nossa luta. Um verdadeiro exemplo.

No Emilio Meyer a unidade dos professores e da direção da escola foi fundamental para manter a escola fechada, mesmo que alguns professores estivessem vacilantes em se manter na greve. Foi realizada uma assembleia que deliberou que, ou todos voltassem, ou todos permanecessem em greve. A votação foi expressivamente em favor da manutenção da luta. O papel da direção da escola foi fundamental nesse processo, dizendo que não organizaria vários calendários. Isso manteve o grupo coeso e unido, todos irão recuperar juntos e com qualidade as aulas desse período de luta.

Na manhã desta sexta o Comando acompanhou a reunião da escola Vitório Webber. Os professores se mantiveram em greve e agradeceram a presença do Comando.

Na quarta-feira (04) foi realizada uma reunião para esclarecer dúvidas devido à ameaça de demissões dos contratados. A sala do 1º núcleo do CPERS nunca esteve tão cheia, faltando lugar para sentar e com pessoas do lado de fora.

Na ocasião foi referenciado o pronunciamento da presidente do sindicato em Porto Alegre que disse que se qualquer contratado for demitido não retornaremos da greve até sua reintegração. Para além disso, foi colocada a possibilidade de se alguma demissão ocorresse no 1º núcleo, a reação dos professores seria ainda mais forte. Foi deliberado também realizar um ato em frente a CRE em defesa dos contratados, com a palavra de ordem: "Nenhum contratado a menos!".

Na quinta (05) o CPERS conquistou uma liminar garantindo que nenhum contratado fosse demitido. Porém, urge que o sindicato levante a exigência de efetivação de todos e todas as professoras e funcionárias contratadas, para que não haja o risco de perseguições após a greve.

O Movimento Nossa Classe já vem defendendo que os contratos são mecanismos de divisão da nossa categoria, para manter uma massa de trabalhadores em educação em regime precário, alguns durante mais de 20 anos, é um meio de controlar e manter sobre o regime do medo esses professores que exercem sua função da mesma forma, mas sem os mesmos direitos.

É preciso sair dessa greve com estabilidade. E a greve tem força para isso. Há muito apoio popular, e a greve se tornar realmente uma grande causa popular no estado do Rio Grande do Sul.

Como já defendemos em outros textos (como aqui e aqui), para que a crise não seja despejada nas costas dos trabalhadores, mas seja paga por quem a criou, é preciso construir uma grande unidade com as demais categorias em greve no estado, tomar as ruas e parar o RS em um dia de greve geral que retome o caminho aberto pelo dia 28 de abril.

Lutar para impôr um plano de emergência para a regularização do pagamento dos salários dos trabalhadores em educação e demais categorias do serviço público do RS, com a a taxação sobre as grandes fortunas dos bilionários gaúchos, o confisco dos bens dos grandes sonegadores sem indenização, o fim das isenções de impostos para os grandes empresários e o não pagamento da absurda dívida pública.

Somente derrotando esse governo com a força da classe trabalhadora será possível tirar o estado da crise, que a casta mais corrupta de políticos ligados a grandes empresários e banqueiros produziram para massacrar ainda mais os trabalhadores e o povo.




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