Política

RIO GRANDE DO SUL

Eduardo Leite anuncia ataques à Previdência e salário dos servidores do RS

Em pronunciamento, o governador Eduardo Leite do Rio Grande do Sul anuncia novas medidas para atacar os salários, plano de carreira e a Previdência dos servidores gaúchos. O governador ainda faz demagogia dizendo que com as medidas irá gerar uma economia de R$ 25 bilhões, mostrando que a intenção é descarregar a crise capitalista em cima dos trabalhadores.

quarta-feira 9 de outubro| Edição do dia

Em um pronunciamento realizado nesta segunda (07) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou novas propostas que irão atacar os direitos dos servidores do Estado. As propostas que Leite anunciou irá alterar a remuneração, estrutura de carreira e também a Previdência do funcionalismo público do Estado. Esse já os primeiros sinais para Leite começar aplicar a Reforma da Previdência no Rio Grande do Sul.

Leite disse que algumas dessas medidas que serão enviadas à Assembleia Legislativa do Estado buscam replicar no Rio Grande do Sul as reformas administrativas feitas pelo governo federal de Fernando Henrique Cardoso entre 1997 e 2001. E agora o governo Bolsonaro também busca encaminhar uma proposta parecida para o Congresso com o mesmo intuito de atacar o funcionalismo público.

O governador ainda faz demagogia ao colocar que com as medidas iria gerar uma economia pro Estado de R$ 25 bilhões em 10 anos e a partir daí poderia ser investido de novo. Mas sabemos que a intenção para isso é para o Estado regularizar o pagamento da dívida pública com a União, onde a retirada de direitos dos trabalhadores servirá para enriquecer ainda mais os banqueiros que todo ano lucram trilhões com a dívida pública.

Leia também: Entenda por que não pagar a dívida pública em 8 pontos

Essas medida são mais uma de séries de ataque que o governo do Estado quer descarregar sobre os servidores públicos, que seguem em seus serviços cada vez mais precarizados, com parcelamento e atraso de salários que já ocorre há anos. Os professores do Estado são a categoria que mais sofre com esses ataques e também com o fechamento de turmas e escolas e recebendo um salário com a defasagem que já ultrapassa os 102%.

Frente aos ataques que estão colocados pelo o governo do Estado, assim como o federal, é preciso coordenar e unificar as lutas de nível federal com as de nível estadual, para que com milhares de punhos se possa dar um só golpe que faça Eduardo Leite e Bolsonaro recuarem. É necessário que haja mobilizações contra os ataques nacionais e estaduais que vem contra a classe trabalhadora, a juventude e a educação. Somente através da luta conseguiremos impor com que os capitalistas paguem pela crise.




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