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Crivella fala sobre soltura de corruptos: "Pessoalmente, gosto deles"

Crivella se posicionou "oficialmente" a favor da prisão dos corruptos, já "pessoalmente" a história é outra.

domingo 19 de novembro| Edição do dia

Em um evento no começo da tarde deste sábado, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, disse que não participou diretamente da decisão partidária que levou todos os deputados da bancada do PRB a votar contra os interesses da cúpula peemedebista na Assembleia Legislativa do estado, na última sexta-feira. Em uma decisão mais apertada do que se esperava, 39 parlamentares derrubaram a determinação judicial que levou Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi à prisão.

O prefeito disse que apoiou a atitude da bancada do PRB contra a soltura dos deputados, e que ela foi aplaudida pela população do Rio de Janeiro.

Embora tenha usado o ex-governador Sergio Cabral (PMDB) como alvo de diversos torpedos — ele disse que, no Rio, as passagens foram reduzidas em R$ 0,40 porque em seu governo "não tem propina". — Cinicamente pois em março deste ano deu isenções fiscal de R$71,7 milhões de reais a Máfia dos Ônibus, enquanto cortava o Bilhete Unico dos estudantes.

— É um momento difícil, doloroso. Eu tenho total apreço tanto pelo Picciani, como pelo Paulo Melo e também pelo Albertassi. Pessoalmente, gosto deles. Sei que já fizeram muitas coisas boas para a cidade — declarou.

A crítica de Crivella foi ao expediente utilizado para que o trio de parlamentares voltasse para casa. Segundo ele, a resolução aprovada pela Alerj pode dar a impressão de que o parlamento é uma "confraria":

Deveriam ser os advogados a apresentar os habeas corpus, e tenho certeza de que seriam bem sucedidos.— Crivella (PRB), transparece de que lado está através de sua confiança na Justiça, uma instituição a serviço dos poderosos e corruptos que somente pretende substituir um esquema de corrupção por outro, e que enquanto mantem preso Rafael Braga sem provas, segue deixando os políticos ladrões do dinheiro público impunes.

Três dos quatro deputados da bancada do PRB votaram contra a resolução da Comissão de Constituição e Justiça, que determinou o fim das medidas cautelares impostas ao presidente e um ex-presidente da Alerj e ao líder do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB). A única a não votar foi Tia Ju, que estava viajando e não conseguiu remarcar a volta ao Rio.

Em nota, o prefeito se posicionou sobre a bancada do PRB:

"A decisão da bancada do PRB na Alerj foi unânime e contou com o meu apoio. Trata-se de uma questão partidária e, ao ser consultado, dei a minha posição, aliás, a mesma que declarei hoje à imprensa: o caminho era pela via judicial, e não política. Minha posição é clara e alinhada à do PRB e, creio, aos anseios da população, que exige ética na política."

Fonte da Foto: Lauro Jardim O Globo




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