Política

ELEIÇÕES NA PARAÍBA

Considerações sobre as eleições municipais em Patos (PB)

Patos é uma cidade que fica localizada no sertão da Paraíba, com mais de 106 mil habitantes e com 67.562 eleitores, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Nas eleições municipais, que se aproxima, cinco candidaturas foram apresentadas e deferidas Nabor Wanderley (PMDB), Dinaldo Medeiros Wanderley Filho – Dinaldinho (PSDB), Lenildo Dias de Morais (PT), Jacob Silva Souto (REDE) e Silvano de Morais Araujo (PSOL).

Shimenny Wanderley

Campina Grande

terça-feira 27 de setembro| Edição do dia

No município de Patos se formou, no último período, uma polarização entre dois grupos políticos: os Motta (PMDB) e os Wanderley (PSDB), ambos partidos golpistas.

Este ano pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), se apresentou Nabor Wanderley com a coligação ‘PRA FRENTE COM O POVO’ (PMDB / PSB / PC do B / PTB / PR / PDT / PP / PROS / PSDC / PSD / PMB / PV / PT do B / PRTB). Nabor atualmente é Deputado Estadual e já foi prefeito do município por dois mandatos consecutivos de 2005 à 2012. O candidato teve sua candidatura impugnada no dia 09 do corrente mês acusado de improbidade administrativa e entrou com recurso, no dia 26 (segunda) teve seu recurso julgado e deferido por unanimidade (6-0) pelo TRE-PB. O candidato conta com o apoio do governador do estado Ricardo Coutinho e de seu partido o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Notem ainda que o Partido Comunista do Brasil (PC do B), aliado histórico dos petistas, apoia nas eleições municipais o candidato do partido do presidente golpista Michel Temer, como em muitas outras partes do Brasil. O Candidato é pai do deputado golpista Hugo Mota, que por sua vez é neto da prefeita afastada Francisca Motta e teve sua mãe recentemente presa na “Operação Veiculação” como mencionamos neste jornal.

Por sua vez o PSDB apresentou Dinaldo Medeiros Wanderley Filho como candidato com a coligação ‘PATOS TEM JEITO’ (PSDB / PRB / SD / PSC / PHS / PTC / PSL / PPS / DEM / PMN / PTN), conhecido como Dinaldinho, já que seu pai, Dinaldo Wanderley, também foi prefeito do município por dois mandatos consecutivos de 1997 à 2004. Atualmente Dinaldinho é Deputado Estadual.
Estas duas candidaturas mantém a polarização política no município. A particularidade é que temos esta polaridade entre dois blocos diferentes hegemonizados por correntes golpistas.

O Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade lançou candidatura própria tendo como candidato Lenildo Dias de Morais através da coligação ‘PATOS PARA VENCER E CRESCER’ (PT / PRP), Vice-prefeito eleito em 2012, assumiu recentemente a prefeitura do município após o afastamento da prefeita Francisca Motta (PMDB).

Com candidaturas isoladas temos Jacob Silva Souto (REDE), professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e ex presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande – Patos (ADUFCG-Patos) e Silvano de Morais Araújo do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
De acordo com a pesquisa realizada pela empresa 6 Sigma Pesquisa e Consultoria Estatística LTDA, em parceria com o Sistema Correio de Comunicação que foi realizada entre os dias 15 e 16 deste mês com 600 eleitores em 23 bairros de Patos e no distrito de Santa Gertrudes, tendo seu registro no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o número 03936/2016, quem lidera a disputa eleitoral é o candidato Nabor Wanderley da Nóbrega Filho (PMDB) com 41,4%, em segundo lugar ficaria o candidato tucano Dinaldo Wanderley Filho, com 37,8% dos votos, já o candidato do PT, Lenildo Morais, que hoje é prefeito interino, teria 3,8%. O candidato da Rede Sustentabilidade Jacob teria 1,7 e Silvano Morais (PSOL) 1,4% dos votos. Votos brancos e nulos correspondem a 6,4% e 7,3% dos entrevistados não souberam responder e 0,2% não informou em quem votaria.

Esta eleição escancara, ainda mais, que o sistema político brasileiro não só está podre até a medula no plano nacional, mas também no plano estadual e municipal. Neste caso se misturam interesses de frações de classes que se expressam através de interesses familiares que atravessam os blocos políticos na cidade.

Frente a hegemonia da pequena política é preciso que a esquerda retome o debate estratégico da grande política, a qual para o comunista italiano compreende a fundação de novos estados, a luta pela destruição, defesa e conservação de determinadas estruturas orgânicas. Para isto é central realizar um balanço político de todo o período para tirar lições sobre o que significou a política de conciliação de classes do Partido dos Trabalhadores (PT) e como abriu o caminho com seu fisiologismo, (ou seja assimilou os métodos de fazer política dos capitalistas) e com os ataques à classe trabalhadora, um somatório que se voltou contra seu próprio governo e no avanço da direita.

Isto é indispensável para organizar a resistência contra os ataques do governo golpista de Temer contra os trabalhadores e o povo pobre e para isso é preciso construir uma alternativa anticapitalista, que partir da intervenção na luta de classes enfrente esta direita dura.

A partir do Esquerda Diário, frente à pequena política e a podridão deste sistema político defendemos Abaixo Temer Golpista! E lutamos por uma saída política de fundo, uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela mobilização das massas, que tenha uma perspectiva anticapitalista e transicional, lutando por outros junhos.




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