Política

CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A INTERVENÇÃO FEDERAL

"Centrais devem chamar o 19/2 contra a Reforma e a Intervenção Federal" diz Carolina Cacau

sábado 17 de fevereiro| Edição do dia

A intervenção federal do Rio de Janeiro vem no momento em que o governo dos capitalistas está fazendo do Rio de Janeiro uma "terra arrasada", usando este estado como exemplo dos ataques que querem aplicar em escala nacional. Assim é com as reformas trabalhista, aplicadas aqui nos supermercados e em vagas precárias de trabalho intermitente, assim é com o ataque à previdência dos servidores, que Temer quer adiantar e atacar em escala nacional com sua odiada reforma.

"Aliado à isto a intervenção não só serve para tentar calar a voz dos descontentes com a presença do exército e de um interventor militar cuidando da segurança, como ainda tem como objetivo aumentar a repressão aos morros, favelas, contra os pobres e os negros que são os primeiros afetados pela crise econômica, sofrendo de um desemprego crônico, sem ter acesso à moradia, à saúde ou a qualquer serviço público, sendo alvo do gatilho fácil da polícia, situação que só deve piorar com essa intervenção que dá poderes aos militares para atuarem igual polícia, dando também imunidade já que só são julgados por tribunais militares, sendo o próprio interventor um militar com "superpoderes" conferidos pelo decreto de Temer", disse Carolina Cacau, professora da rede pública estadual do Rio, militante do MRT e ex candidata à vereadora pelo PSOL.

Com servidores sem receber, o sucateamento da saúde e a entrega de estatais para a empresas privadas, o os trabalhadores do Rio vem sofrendo com o plano capitalista de transferir a crise para as costas dos trabalhadores.

Só nesta semana, a Avenida Brasil foi fechada pelos operário do BRT, que protestavam contra o não pagamento de seus salários. Em outros pontos da cidade, mais protestos: dessa vez, protagonizados pela população atingido pelas chuvas, que está há mais de 48 horas sem luz em suas casas, muitos estão sem água também. Isso atinge diversos bairros populares e periféricos da cidade, onde as chuvas, graças à negligência do poder público, deixou um rastro de destruição e mortes. Foram 4 mortos. São 1.500 pessoas ainda desalojadas, e 100.000 que ainda estão sem luz!

São duas faces da mesma questão: o descaso e a miséria impostos pelos governos. Temer, Pezão e Crivella, atuando como gestores dos capitalistas, descarregam sobre os ombros do povo pobre os custos da crise que esse sistema criou. Moradias precárias, empregos sem salários, cortes nos gastos sociais, reformas que atacam nossos direitos.

Por isso, Carolina Cacau afirmou que: "Não à toa, ontem também foi anunciada a intervenção federal, com um interventor militar nomeado por Temer, e que irá militarizar o Rio de Janeiro. Crivella bateu palma, lá da Europa. Temer tomou o cuidado de dizer que, quando for colocar a reforma da previdência em votação, irá suspender a intervenção para poder colocar em votação. A violência dispara no Rio, de mãos dadas com a precariedade da vida, com a miséria que é criada por fruto desses governos. E eles querem resolver metendo bala, enchendo ainda mais as prisões, aumentando as mortes do povo negro e o terror cotidiano que a polícia cria nas favelas.

É fundamental nos unirmos, mostrarmos que essas medidas autoritárias não irão nos calar, e lutarmos por uma greve geral que possa barrar os ataques contra nós e impedir a militarização do Rio. As centrais sindicais têm que parar sua trégua e organizar um verdadeiro plano de lutas contra a reforma da previdência e o decreto federal, exigindo a retirada das tropas. O dia 19/2 tem que ser uma plataforma para isso!"




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