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Aos ingressantes da Unicamp em 2020: chamamos ao debate, à vivência e à luta

Sejam bem vindes, ingressantes! Nós da Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária desejamos a todes nossas boas-vindas à Unicamp e uma Calourada recheada de debates, reflexões, festas, vivência e muita balbúrdia.

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segunda-feira 2 de março| Edição do dia

SEJAM BEM-VINDES, INGRESSANTES!

Desejamos a todes nossas boas-vindas à Unicamp e uma Calourada recheada de debates, reflexões, festas, vivência e muita balbúrdia.

Neste ano, completamos dois anos de cotas raciais e vestibular indígena, fruto de greve e muita luta por parte dos estudantes. Estamos aqui para acolher todos os que necessitam de auxílios para a permanência na universidade. Isso deveria ser um direito de todos e chamamos vocês a desde já fortalecer a luta pela ampliação da moradia estudantil e para que as bolsas sejam garantidas de acordo com a demanda e sem a contrapartida do trabalho.

Vocês ingressantes acompanharam de perto os erros do Enem que prejudicaram milhares de vestibulandos, frutos das políticas de desmonte e privatização da educação impulsionadas pelo governo Bolsonaro. Sabemos que esses ataques na educação são parte de um projeto entreguista, anti-trabalhadores, misógino, racista e LGBTfóbico. É por isso que precisamos dar uma resposta forte à convocatória feita pelo governo aos atos reacionários do dia 15 de Março. Se esse chamado de Bolsonaro, que se apóia nas Forças Armadas e busca fazer avançar o poder das milícias e das forças repressivas no país, não é energicamente respondido com organização e luta em cada local de trabalho e estudo, seu reacionarismo terá maior poder para seguir promovendo crescentes ataques à já degradada “democracia dos ricos". Querem com isso acelerar as reformas que vêm sendo aprovadas pelo Congresso ajustador e os ataques à educação.

Em resposta, é necessário que o dia 18 de Março, que está sendo chamado pela UNE (União Nacional dos Estudantes) como um dia de protestos, seja forte e bem construído, com assembleias e espaços onde cada estudante possa se colocar e decidir, antecedido por um marcante 8 de Março e um forte 14 de Março por justiça a Marielle. A unidade da classe trabalhadora com a juventude, as mulheres, os negros e LGBTs é a força imparável capaz de derrotar os planos da extrema direita que nos quer pedalando pelas cidades fazendo entregas, sem nenhum direito assegurado. Precisamos nos inspirar na greve nacional dos petroleiros, que mostrou enorme força, apesar de desmontada pelas centrais sindicais, na população chilena que saiu às ruas e, especialmente, nos trabalhadores franceses dos transportes, que se enfrentaram com Macron em uma forte greve.

É essa a força que pode impedir que a educação seja cada vez mais uma mercadoria. Nenhum jovem deve passar pela angústia que é o filtro social do vestibular, prova injusta e racista. Apenas da Unicamp, ficam de fora 80 mil todos os anos. Por isso, nossa luta é em defesa das cotas proporcionais ao número de negros por estado, mas avançando ao acesso de toda juventude ao Ensino Superior, com o fim dos monopólios privados que lucram com a educação e que tanto foram fortalecidos pelos governos petistas. Chamamos vocês, que conseguiram furar esse filtro, a defender conosco o programa da estatização das universidades privadas sem indenização e o fim do vestibular para que todos tenham direito a estudar, sem pagar.

Pode te interessar: Elementos para um programa para a universidade: por que lutar pela estatização dos monopólios do ensino superior e pelo fim do vestibular é necessário?

Também não escondemos: a Unicamp dos rankings é a mesma universidade na qual a reitoria Knóbel se orgulha de ter o iFood, inimigo da juventude, como empresa-filha e que está ameaçando colocar 330 terceirizados do bandejão, em sua maioria mulheres negras, na rua. Lutamos contra as 330 demissões, pela reincorporação imediata do Sidney, demitido político, e para que todas as terceirizadas sejam efetivadas, sem a necessidade de concurso público, contra a precarização das condições de trabalho na universidade.

8 DE MARÇO, 14 DE MARÇO E PÃO E ROSAS

A juventude Faísca defende junto ao grupo internacional de mulheres Pão e Rosas um feminismo socialista. Nesse 8M vemos a necessidade indiscutível de irmos às ruas contra Damares, ministra que zerou o repasse de verbas ao combate à violência contra a mulher e defende campanhas pela abstinência sexual. Em resposta, exigimos um plano nacional de combate à violência de gênero e o direito ao aborto legal, seguro e gratuito. Mas também devemos nos colocar contra as reformas dos capitalistas para trabalharmos até morrer nas piores condições, afetando especialmente as mulheres negras. Por isso, no estado de SP lutaremos junto aos professores contra Dória e sua reforma da previdência estadual.

Mais do que nunca precisamos exigir justiça à Marielle, visto que no dia 14 de março serão dois anos de seu brutal assassinato e seguimos sem respostas de quem são os mandantes do crime, com cada vez mais ligações entre seu assassinato com a milícia e a família Bolsonaro. Exigimos que o Estado garanta condições de os movimentos sociais, organizações de esquerda e sindicais promoverem uma investigação independente para que possamos chegar nos verdadeiros mandantes, uma vez que não podemos confiar que esse mesmo Estado vá de fato nos dar uma resposta.

QUEM SOMOS

Somos uma juventude marxista, que nasceu do combate ao golpismo institucional da Lava Jato e da direita, de maneira independente da conciliação de classes do PT, porque defendemos uma sociedade sem opressão e exploração. Construímos o portal Esquerda Diário e na Calourada impulsionaremos o Ciclo de Debates “A atualidade do marxismo no século XXI”, confira a programação:

Karl Marx e as novas crises do capital
9 de Março, às 17h30 - IFCH

Lançamento do livro A precarização tem rosto de mulher - 3° edição
11 de Março, às 17h30 - FE

Lançamento do livro A Revolução e o Negro
17 de março, às 17h30 - IFCH




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