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Ato da CEB: unificar forças para vencer

Ontem, 2, em frente ao palácio do Buriti, os trabalhadores da CEB fizeram um ato contra a privatização e contra os ataques ao acordo coletivo. Para vencer, é fundamental unificar a luta dos trabalhadores da CEB entre efetivos e terceirizados, com a população e com outras categorias.

quinta-feira 3 de dezembro de 2020| Edição do dia

A greve dos trabalhadores da CEB iniciou essa semana com uma grande tarefa. Ontem, 2, os trabalhadores em greve fizeram um ato na praça do Buriti contra a privatização e os ataques ao acordo coletivo. Essa é uma luta de extrema importância contra as privatizações em um setor essencial para a população. Bolsonaro e Ibaneis querem entregar a CEB para os mesmos capitalistas responsáveis pelo apagão do Amapá que deixou milhares de pessoas sem acesso a energia, comida e água por mais de 20 dias.

Veja também: 5 motivos para apoiar a greve da CEB

Após o segundo turno das eleições neste fim de semana onde os partidos golpistas como DEM, PSDB e MDB saíram fortalecidos, os mesmos atores que foram responsáveis pela reforma trabalhista e da previdência buscarão intensificar os ataques contra os trabalhadores e a população pobre - levando em frente as tão sonhadas privatizações como a da CEB, por exemplo. Por isso, precisamos apostar nossas forças na mobilização dos trabalhadores, algo que vimos hoje na gana e disposição de luta no ato. A mobilização, a partir dos métodos históricos de luta da classe trabalhadora, tais como a greve, o piquete, entre outros, é a única forma de construir uma resistência efetiva a todos esses ataques. Não podemos ter nenhuma confiança na justiça do golpe, pois esta tem compromisso com a privatização - como podemos ver com o Tribunal de Contas do DF que, ignorando uma Lei Orgânica, disse que o leilão da CEB não precisaria passar nem por votação na CLDF. Não devemos depositar confiança na justiça, apenas na força da nossa classe.

É fundamental, nesse sentido, que as grandes centrais sindicais como a CUT e a CTB mobilizem as categorias que dirigem em apoio ativo a essa luta, sem nenhuma trégua contra Ibaneis, Bolsonaro e o regime golpista apodrecido - sendo que também é papel do sindicato organizar e unificar a categoria, efetivos e terceirizados, administrativo e operacional, para lutarem. E também é preciso que a esquerda coloque todas as suas forças em apoio à greve. O PSOL que nacionalmente dezenas de parlamentares pode colocar seus representantes a serviço de fortalecer essa batalha, assim como o PSTU que dirige a CSP-Conlutas que também poderia mobilizar os sindicatos que dirigem para essa luta.

Por isso nós do Esquerda Diário e da Juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária estamos lado a lado na luta com os trabalhadores, chamando todos os estudantes a se somarem nessa batalha recuperando o que há de mais forte na tradição do movimento estudantil: a juventude aliada à classe operária! Portanto, é fundamental que o DCE da UnB organize e mobilize os estudantes desde a base para unir as bandeiras e estar na linha de frente no combate à privatização.

Leia mais em: Que a esquerda se mobilize junto aos trabalhadores da CEB contra a privatização

Todo apoio à greve dos trabalhadores da CEB!
Todos ao ato do dia 4, no MME, contra o leilão!




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