Política

CRISE DO PT

A crise do PT pós derrota histórica: como se expressa em Estância (SE)

quinta-feira 6 de outubro| Edição do dia

A derrota nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) se expressa, como não poderia ser de outra forma, em cidades de diferentes tamanhos e pesos políticos. Passados as eleições para prefeito, por exemplo, na cidade de Estância no estado de Sergipe, o PT perdeu uma das duas cadeiras que tinha na Câmara Municipal. Embora mantenha uma cadeira isso foi conseguido com muita dificuldade. Se poderia acreditar que se abriria uma nova perspectiva para 2017, na qual o primeiro semestre será marcado pelo processo de eleições diretas na interna, o PED onde mais uma vez a presidência do PT a nível local, estadual e federal estará em disputa bem como novos conteúdos programáticos para o partido. Mas de fato não será a impronta de um partido que defende a conciliação de classes e as alianças com os partidos golpistas não só em Estância senão mas por todo o Brasil.

Em Estância, o PT apoiou o candidato derrotado, o atual prefeito Carlos Magno do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e não aceita sua derrota já que grande maioria de seus membros participando nos cargos de 1° e 2° escalão desse governo. Esses derrotados já elegeram um inimigo: A crise se agrava com a extraordinária votação realizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na cidade onde seu candidato Marcio Souza obteve expressivos 9.556 votos, 27,06 % e representou, em termos gerais, um espaço de esquerda mas também de setores descontentes com os candidatos tradicionais e o próprio sistema político. O PT, no marco de um desastre generalizado pretende jogar a responsabilidade da derrota a sua própria interna, centralmente a Articulação de Esquerda “acusados” de fazer campanha velada ao candidato do PSOL. Surreal.

Insinuam possibilidades de expulsão para aqueles que não se empolgaram com a campanha do golpista, com sua gestão de empobrecimento da cidade e por atrasar os salários dos servidores.

Este cenário de acerto de contas em defesa do fisiologismo aprofunda a crise do PT no período pós eleitoral e logicamente que a esquerda deve tirar as lições. Por esta derrota histórica do PT como analisamos no Esquerda Diário: entendemos que o pode ocorrer em Estância, também pode ocorrer em todo o Brasil.

De nosso lado é preciso organizar uma verdadeira luta contra os ajustes de forma independente. Para isso é preciso tirar lições de como o PT abriu caminho à direita em seus governos, numa resistência ao golpe “sem incendiar o país” como disse Lula e o fracasso de sua política de conciliação de classes.




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