Economia

ARRECADAÇÃO DOS ESTADOS

14 Estados brasileiros ameaçam situação de calamidade pública

Pelo menos 20 estados do Norte, Nordeste e Centro-oeste devem divulgar nos próximos dias uma carta aos brasileiros declarando a situação financeira dos estados. Desses, pelo menos 14 já devem decretar situação de calamidade pública, caso não recebam nenhuma ajuda da União.

quinta-feira 15 de setembro| Edição do dia

Em reunião com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os governadores anunciaram que com diminuição da arrecadação do FPE, Fundo de Participação dos Estados, a situação financeira dos estados entraram num momento de grave crise e com isso podem não conseguir arcar com os serviços públicos de cada estado.

Por ora, a resposta do ministério é que não é possível nenhuma ajuda financeira aos estados, já que estamos no momento do “ajuste de contas” e de restrição de gastos. Os governadores devem se reunir com o presidente golpista Michel Temer, na próxima semana, mas já anunciam que a situação é de calamidade, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT) chegou a comparar a situação dos estados com a crise sofrida pela Grécia.

Diante desse cenário, a grande questão que se abre é a situação de precarização ainda mais acentuada da vida dos trabalhadores e do povo pobre frente ao governo golpista do Temer e aos governos que atacam os direitos básicos da população, já que a “calamidade pública” não atinge a moradia, a alimentação, a educação, o trabalho e a saúde dos governadores e prefeitos, mas do conjunto da classe trabalhadora que vê a sua vida cada dia mais explorada pelos governos que jogam nas suas costas a conta da crise econômica, com desemprego, reforma trabalhista, ajustes e cortes cada vez mais profundos nos direitos.

A resposta dos trabalhadores e da juventude para a situação que se coloca não pode ser outra senão a de lutar nas ruas e a partir de cada local de trabalho para enfrentar os patrões, os governos e os golpistas que querem impor cada dia mais ataques à nossa vida e aos nossos direitos. Que as direções dos importantes sindicatos que organizam amplos setores dos trabalhadores rompam com a passividade e organizem desde a base, com os métodos de luta e democracia dos trabalhadores, uma greve geral, para construir a partir da força das lutas uma Assembleia Constituinte que questione os privilégios dos políticos e dos patrões.




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