Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Temer admite possíveis novas alterações na Reforma da Previdência. É possível derrubá-la!

Passado o primeiro passo rumo a aprovação da reforma da previdência, que foi a aprovação do texto final em comissão especial, o governo golpista agora se prepara para abrir novas concessões que garantam votos favoráveis dos parlamentares.

Iaci Maria

Belo Horizonte

quinta-feira 11 de maio| Edição do dia

Apesar do texto final já ter sido aprovado em comissão final e estar liberado para ir à votação em dois turnos na Câmara dos Deputados, os golpistas sabem que há ainda algumas fraquezas nesse projeto e não estão garantidos ainda os 308 votos necessários para que a reforma seja aprovada. Por isso, agora Temer deve preparar uma nova rodada de concessões, sendo que técnicos já cogitam algumas alterações na proposta para evitar uma derrota do governo no Congresso.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira tenta transparecer otimismo e declarou que o governo não teme alterações no texto no plenário da Câmara nem depois, no Senado. Esse otimismo é aquele que tenta disfarçar que não há medo de que, caso não haja concessões o suficiente, não haverão votos suficientes, e hoje mesmo, quinta (11), Temer já começou a circular novas propagandas de sua reforma, tanto para a população em gera, como internas, voltadas aos deputados, que devem incluir diversos tipos de promessas, concessões e cargos.

Mais uma vez, Temer está negociando cargos, premiações e fazendo ameaças para conseguir apoio para retirar nossos direitos. E a cada novo apoio parlamentar alcançado, é mais uma mostra de que esses políticos que lá estão não possuem nenhuma intenção em defender os interesses dos trabalhadores e da juventude, e sim apenas seus próprios interesses e dos empresários que são seus aliados e desembolsaram muito dinheiro em suas campanhas.

Por isso não podemos confiar que é possível apenas com pressão nos parlamentares barrar as reformas. É preciso que tomemos em nossas mãos a luta para derrubar cada ataque e esse governo golpista, construindo comitês de base em cada local de trabalho e estudos, onde seja organizada cada batalha a ser travada. As centrais sindicais, que já decidiram por uma grande marcha à Brasília no próximo dia 24, devem colocar milhares de ônibus em todo país, para sermos mais de 100 mil na capital mostrando que não aceitaremos morrer sem aposentadoria e nem a retirada de nenhum outro direito. Que essa ida à Brasília seja parte de um plano de lutas, que tire também uma data para começar uma greve geral até derrubar as reformas e Temer.




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