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Witzel e Crivella deixam enfermeiras dormirem no chão em hospital de campanha no Maracanã

Profissionais de saúde no Rio de Janeiro que são linha de frente no combate ao COVID-19, que sofrem com a falta de EPI's e jornadas desgastantes, além de estarem entre os maiores índices de mortalidade no mundo, tem ainda de enfrentar o completo descaso do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella e do governador Wilson Witzel que obrigam os trabalhadores da saúde a dormirem no chão em hospital de campanha do Maracanã.

quinta-feira 14 de maio| Edição do dia

Profissionais de saúde no Rio de Janeiro que são linha de frente no combate ao COVID-19 que sofrem com a falta de EPI’s e jornadas desgastantes, além de estarem entre os maiores índices de mortalidade no mundo, tem ainda de enfrentar o completo descaso do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella e do governador Wilson Witzel que obrigam os trabalhadores da saúde a dormirem no chão em hospital de campanha do Maracanã.

Veja também: Descaso e precarização: mais de 199 mil trabalhadores da saúde suspeitos de Covid-19

Como bem sabemos pouco importa para Witzel, Crivella e para a Organização Social que administra o hospital de campanha do Maracanã, a saúde e a vida destes trabalhadores, está viralizando pelas redes um vídeo onde as enfermeiras dormem em colchões sem cama e até mesmo no chão, isso na semana em que se celebrou em 12 de maio o dia internacional da enfermagem, dia em que por todo país pudemos acompanhar denuncias das condições precárias a que estão submetidas essas trabalhadoras, em sua maioria mulheres, e a luta destas trabalhadoras para garantir o básico diante do descaso dos governos.

Acompanhe o relato de uma trabalhadora:

"Depois, vai ter um monte de afastamento de profissionais por pneumonia, por Covid. Aí, vão falar que foi porque a gente não se paramentou corretamente colchão no chão uma poeira da porra. Olha a porta, cheia de mofo. Sem luz, mosquito. Gente... Não tem colchão suficiente pra todo mundo".

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Além do descaso com as trabalhadores da saúde, o governador do Rio tem aproveitado a pandemia também para atacar os trabalhadores da CEDAE, que teve sinalizada a sua privatização por Witzel em plena pandemia.

Witzel e Crivella não são alternativa ao terrível negacionismo de Bolsonaro. Não garantem testes massivos, condições de trabalho e EPI´s nos hospitais, não dão atenção para as iniciativas nas universidades. Não dão condições de tratamento, além do isolamento social só ter se efetivado nos setores que puderam parar de trabalhar.

Nessa urgência, para combater essa realidade, seria essencial a estatização dos hospitais privados e centralização do sistema de saúde de forma 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, e testes massivos para a população. Além da reestruturação das fábricas disponíveis para produção dos insumos necessários no combate à pandemia com comando dos próprios operários envolvidos na produção.




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