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Vídeos de funcionários da LATAM e Avianca sendo agredidos viralizam. Essas são as condições de trabalho dos aeroviários

Todos os dias os trabalhadores e trabalhadoras dos aeroportos vêm sentindo na pele os reflexos da absurda reforma trabalhista e de cada ataque desde o golpe institucional, que agora Bolsonaro e sua corja pretendem aprofundar cada vez mais. A precarização dos postos de trabalho, demissões em massa e a terceirização que vem brutalmente impor degradação, acúmulo de funções, baixa nos salários e ainda mais exploração da força de trabalho de centenas de trabalhadores para que as grandes empresas lucrem mais ainda. E como se não bastasse, os aeroviários agora sofrem até com agressões físicas.

terça-feira 4 de dezembro| Edição do dia

Não raro os funcionários são expostos a situações que causam repúdio e são um verdadeiro absurdo. Nas redes sociais recentemente está viralizando vídeos de funcionários da LATAM e Avianca, ambos em Guarulhos, sendo vítimas de xingamentos e agressões. Equivocadamente, são responsabilizados por passageiros afetados por atrasos e não cumprimento de serviços e, pressionados a “vestir a camisa” da empresa, os trabalhadores são submetidos uma situação humilhante para não perder seus empregos.

No caso do vídeo da LATAM, funcionárias mulheres são agredidas com xingamentos extremamente machistas e outro funcionário sofre agressões homofóbicas de um casal de passageiros.

No outro vídeo, um funcionário negro da Avianca é brutalmente agredido por um passageiro, a socos e tentativas de chutes.

No governo Bolsonaro tende a piorar. É necessário nos organizar!

Um dos outros passos mais recentes rumo a essa escalada contra os trabalhadores é exterminar o ministério do Trabalho, decisão do governo Bolsonaro que o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) confirmou em entrevista.

Os interesses com este fim do ministério ficam claros pois abre alas para que as empresas explorem cada gota de suor dos trabalhadores com menor fiscalização sobre as condições impostas, como a de agressões, infelizmente, comum na aviação. Trata-se de um ataque profundo que dará início a uma série de outros contra os trabalhadores em condições precárias.

Diante disso é urgente e fundamental que os sindicatos exijam das empresas melhores condições de trabalho onde a precarização está reinando nos últimos anos, piorando a qualidade do serviço aéreo, comprometendo a segurança dos trabalhadores mas também dos usuários, já que funcionários sob pressão pode resultar em situações de risco nos voos.
Estes tipos de agressões devem ser repudiadas e os grandes patrões da aviação lavam suas mãos e seguem rindo com seus lucros exorbitantes baseados numa aviação historicamente elitizada.

Por isso, a saída mais segura para os graves problemas que estão expostos os funcionários, virá com a unidade entre trabalhadores efetivos das cias aéreas com os terceirizados, contra a precarização do emprego, das condições de trabalho, lutando por salário digno e em aliança com os usuários contra uma aviação de uma minoria elitizada que muitas vezes reproduzem o que de pior e mais arrogante a elite brasileira impõe aos mais pobres e oprimidos da sociedade.




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