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Vem aí o curso do Manifesto Comunista

Já ouviu falar do Manifesto do Partido Comunista? Sabe por que mais do que nunca suas principais ideias permanecem muito atuais? O Campus Virtual do Esquerda Diário convida todas e todos os trabalhadores para participarem do curso sobre o Manifesto do Partido Comunista, obra fundamental para compreender e responder à realidade em que vivemos.

Patricia Galvão

Trabalhadora da USP e integrante da Secretaria de Mulheres do SINTUSP

segunda-feira 13 de julho| Edição do dia

Precarização das condições de trabalho, flexibilização da jornada, terceirização, redução da renda, inadimplência, informalidade, desemprego e desigualdade. Essas duras palavras – que foram colocadas em caixa maiúscula no atual período de pandemia - tem sido as mais utilizadas para descrever a realidade de quem vive do próprio trabalho no Brasil dos últimos anos.

Longe de ser uma necessidade natural, essa realidade – que trouxe de volta o fogão a lenha para os lares - é imposta para a maioria dos brasileiros (para não dizer da população mundial) pela vontade dos grandes empresários, banqueiros e financistas em garantir altas taxas de lucro em um momento de crise econômica – que eles mesmos criaram, diga-se de passagem. Aumento da miséria de massas para garantir o enriquecimento de poucos.

Não é casualidade que este movimento citado é acompanhado pelas bizarrices na vida política nacional que se tornaram costumeiros nos noticiários. De conjunto essas “bizarrices” apontam para um sentido: o autoritarismo. Para impor uma precarização da vida dos trabalhadores de conjunto, a burguesia precisa de um estado mais autoritário e repressor.

“A história de toda a sociedade até aqui é a história da luta de classes” assim Karl Marx, junto a Friedrich Engels, começa o primeiro capítulo do Manifesto do Partido Comunista, e segue “homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, burgueses e proletários, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns aos outros, travaram uma luta ininterrupta, ora oculta, ora aberta.”

Essa verdade, que Marx e Engels trouxeram para o movimento dos trabalhadores através do Manifesto, a classe dos capitalistas também conhece. Sabe que precarizar a vida gera reação, como as que vimos recentemente no movimento anti-racista nos EUA e na paralisação internacional dos entregadores por aplicativo. Em última instância, tornar o Estado (que, como aponta o manifesto, é o balcão de negócios da burguesia) mais autoritário e repressor é uma preparação para futuros embates.

“Tudo o que é sólido se desmancha pelo ar”. Essa é outra verdade que Marx traz no Manifesto e que para os trabalhadores que ousam sonhar com outro mundo é fundamental: nem sempre o mundo foi assim, não permanecerá assim e sua transformação – em diversos sentidos - não só é possível como inevitável.

“Mas a burguesia não forjou apenas as armas que lhe trazem a morte; também gerou os homens que manejarão essas armas – os operários modernos, os proletários”. Assim Marx aponta que a transformação radical do mundo será fruto da ação humana e de uma classe particular através da luta de classes. Desenvolve que a ação coletiva dessa classe – e não individual – é a que tem o poder de tamanha ação e que, portanto, sua organização de forma independente da burguesia é fundamental. Termina o livro apontando nesse sentido com as famosas palavras de ordem “Trabalhadores do mundo, uní-vos!"

Marx e Engels, autores do Manifesto do Partido Comunista, foram dois teóricos e militantes revolucionários que se debruçaram para traçar uma anatomia do capitalismo e os caminhos de sua superação. A beleza e necessidade do Manifesto é a de, em poucas linhas, apresentar para os explorados e oprimidos um científico questionamento do mundo e de sua suposta imutabilidade e, junto a essa crítica, uma proposta – também científica – de como transformá-lo, por onde fazê-lo, quem deve ser sujeito dessa ação e a qual mundo aspirar.

Para todos os que olham com indignação para a atual situação do Brasil e do mundo e que ousam sonhar lutar por outra realidade chamamos a fazer o curso sobre o Manifesto do Partido Comunista pelo Campus Virtual do Esquerda Diário.

As aulas terão início em 21 de julho e acontecerão por 3 terças-feiras consecutivas, sempre às 19 horas.

O curso será ministrado por Patrícia Galvão que é historiadora, trabalhadora da Universidade de São Paulo (USP) e militante do Movimento Nossa Classe, que faz parte do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT).

A primeira aula, no dia 21 de julho, tem como título: Quem foram Marx e Engels - Introdução aos estudos do Manifesto do Partido Comunista: materialismo histórico.

Bibliografia:

Indicações de leitura complementar:

Esperamos todas e todos no Campus Virtual do Esquerda Diário.




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