Política

ELEIÇÕES 2018

[VÍDEO] Eduardo Bolsonaro provoca STF: "se quiser fechar é só mandar um soldado e um cabo"

Tentando parecer uma "disputa de forças", Eduardo Bolsonaro em palestra ataca o judiciário quando questionado sobre uma possível impugnação da candidatura de Jair Bolsonaro: "O STF teria que pagar pra ver, e se ele pagar pra ver vai ser ele contra nós". Entretanto, o STF e Jair Bolsonaro estão do mesmo lado: STF, que prendeu arbitrariamente Lula, também censurou campanhas eleitorais do PT e entrevistas do ex-presidente, além de não combater fake news de Bolsonaro. Tudo para favorecer o filho indesejado da Lava-Jato.

domingo 21 de outubro| Edição do dia

Em palestra para militares, Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro é questionado sobre uma possível impugnação da candidatura de seu pai. "Seu pai sendo eleito no primeiro turno há possibilidade do STF agir e impedir que seu pai assuma, e isso acontecendo há um possibilidade do exercito agir sem ser invocado se não me engano conforme o artigo primeiro se isso acontecer?", perguntou o militar presente.

Eduardo Bolsonaro inicia sua resposta se colocando como uma "disputa de forças" entre o judiciário e as forças armadas: " O STF teria que pagar pra ver, e se ele pagar pra ver vai ser ele contra nós", disse o filho de Bolsonaro. Em seguida, Eduardo ironiza o judiciário e completa dizendo "se você quiser fechar o STF não precisa nem mandar um jeep, é só mandar soldado e um cabo".

Essas eleições, marcadas pelas manipulações do Judiciário, que utilizou a operação Lava-Jato não como um mecanismo para lutar efetivamente contra a corrupção, e sim, como uma forma de poder selecionar e dar melhores condições nas eleições deste ano para o candidato de interesse da burguesia. Alckmin, que era a verdadeira aposta do mercado nessas eleições, falhou miseravelmente não atingindo 5% dos votos, e por outro lado, fortaleceu o "filho indesejado", Jair Bolsonaro.

Com seu plano de governo ultra-neoliberal, Bolsonaro faz o gosto da burguesia nacional e estrangeira, e com sua promessa de ataques escravistas aos trabalhadores ganhou as graças do imperialismo e de amplos setores da classe dominante.

Trata-se das primeiras fissuras entre o provável novo presidente e sua "corte de extrema direita", e as instituições que foram os pilares do golpe institucional e da manipulação completa dessas eleições, em primeiro lugar o judiciário. Ainda que Bolsonaro tenha sido beneficiado diretamente pelas manobras e manipulações inumeráveis do STF e do TSE para que a população estivesse impedida de votar em quem quisesse, isso não significa que não haja atritos e desconfortos entre o STF e Bolsonaro. Recentemente, inclusive, o presidente da Suprema Corte, Dias Toffoli, disse que os tribunais devem estar "prontos para coibir excessos do Executivo e do Legislativo", fazendo referência à possibilidade de Bolsonaro vencer.

Como dissemos nessa análise, não há apenas "um plano" para dar continuidade ao golpe e aos ataques econômicos às massas trabalhadoras, o que inclui disputas entre o autoritarismo judicial e o reacionarismo de extrema direita de Bolsonaro, provável vencedor presidencial.

Com estas disputas e a possibilidade de maiores contradições no interior de uma institucionalidade instável, cumpre lembrar um ponto em comum: atacar os trabalhadores e fazer com que sejam as massas as que paguem pela crise.

Assim, tanto Bolsonaro quanto o autoritarismo judiciário, devem ser combatidos pela força dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos negros e LGBTs, organizados em comitês de base, mobilizando-se nas ruas para barrar o avanço da extrema-direita, do golpismo e das reformas.

Veja o vídeo abaixo:




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