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Uma entidade pra poder CONTRA-ATACAR: Eleições CASS UERJ

Na última quinta-feira (19/09) se encerrou o processo eleitoral para a gestão do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ (CASS-UERJ). Nós da Faísca, do grupo de mulheres Pão e Rosas, junto a vários estudantes independentes, alguns dos quais também compuseram conosco a gestão anterior “Por Isso Me Grito”, nos colocamos a construir uma chapa que se colocasse a seguir fortalecendo uma entidade política, que organize os estudantes e que se coloque à altura dos desafios colocados para o Movimento Estudantil e a juventude diante do governo de Bolsonaro, Witzel e do fortalecimento da extrema direita, com isso, nossa chapa – Pra poder contra-atacar – foi eleita com 139 votos.

quarta-feira 25 de setembro| Edição do dia

Iniciamos este processo chamando cada estudante a fortalecer um CASS com a perspectiva de ser uma ferramenta política dos estudantes, para organizar e impulsionar cada luta que a conjuntura exigir. Buscamos, assim, seguir fortalecendo essa perspectiva que guiou a gestão “Por Isso Me Grito” onde, por 1 ano, buscamos construir com cada estudante o que achamos que toda entidade estudantil deveria fazer, organizando pela base, junto dos estudantes, com votações e assembleias, as batalhas que a realidade nos impôs, com as paralisações e blocos do SeSo nos principais atos e dias de luta, como fizemos nas manifestações pela educação de 15M, 30M, a greve de 14J e também o um ano do assassinato de Marielle e Anderson onde, junto do curso de geografia, fomos os únicos cursos do país a paralisarem, impulsionando uma constante campanha por justiça, uma forte campanha pela legalização do aborto junto da maré verde na Argentina, além dos diversos debates, panfletagens, plenárias abertas, atividades de construção, e muito mais. Isto, sem abrir mão e buscando sempre articular com as necessidades da nossa formação acadêmica que agora está cada vez mais ameaçada com os ataques à pesquisa científica, os cortes à educação e às políticas públicas, que são nossas principais ferramentas enquanto Assistentes Sociais, por isso procuramos abrir os debates que mais se colocaram necessários, fizemos minicurso, mesas e rodas de conversa. Para essa gestão, nos propusemos não só a continuar essa política, sendo um ponto de luta e organização contra os cortes e os ataques, mas também outros pontos, como mais debates de formação profissional, a construção de um congresso dos estudantes de Serviço Social com delegados eleitos nos cursos, uma comissão cultural pra impulsionar a cultura e a arte na faculdade, entre outras.

Por isso, frente a intensificação dos ataques econômicos, como os cortes nas federais, e o discurso ideológico que ataca as universidades e as entidades estudantis, em especial como espaços de organização política dos estudantes e trabalhadores, na campanha levantamos sobre o potencial da juventude, expresso nas manifestações pela educação do primeiro semestre, potencial esse que tem força para muito mais. Podemos observar isso na composição da nossa própria chapa, que conta com 27 pessoas, com maioria de mulheres, negras, trabalhadoras, onde quase a metade é de integrantes do primeiro ano da graduação e também no envolvimento que esses setores tiveram na campanha, apoiando e tomando ela em suas mãos. São estes as mesmas e os mesmos que foram parte do grande rechaço que Bolsonaro teve na campanha eleitoral dos setores da juventude, como pela campanha do #EleNão, os mesmos também que o PSL e a Extrema Direita querem arrancar o direito a cotas, a aposentadoria, a universidade, são os mesmos que estão vivendo sob um país onde a justiça tem sido cada vez mais autoritária e interferido nos rumos políticos do país (como é o caso da Lava-Jato).

Agora, diante do ano de gestão que se coloca queremos chamar, não só os 139 que votaram na gente, mas cada estudante que se indigna com o futuro que a direita, Bolsonaro, Witzel e os capitalistas querem nos impor a construírem conosco o Centro Acadêmico. A serem parte de fortalecer, com ideias, sugestões, críticas, debates, uma entidade que faça diferença no movimento estudantil da UERJ e do país e que seja uma ferramenta também para a formação profissional e para cada estudante dentro da universidade. E que também possa construir com todos estudantes espaços de cultura, liberdade de expressão e festas, que tanto a reitoria agora quer reprimir.

Fazemos o chamado, desde já, para que os dias 02 e 03, quando está sendo convocada GREVE GERAL da Educação, contra os cortes e o Future-se, sejam grandes dias de luta que possam retomar o espírito das mobilizações do primeiro semestre, que o Serviço social – Curso que paralisou e aderiu fortemente nesses dias – possa ser um exemplo na UERJ para cada estudante que hoje quer se organizar. Porém esse exemplo não é o que segue hoje o DCE da UERJ (dirigido pelo PT/PCdoB/e Levante Popular da Juventude), que não ver organizando efetivamente os estudantes, não convocando assembleias e espaços onde cada estudante possa debater como enfrentar este governo, papel que essa entidade deve cumprir.

Nós, que nos colocamos para cotidianamente construir um forte movimento estudantil, que se enfrente com a direita e seus planos, que tome as lutas de dentro e de fora da universidade em suas mãos, sabemos que são grandes os desafios que estão colocados para a juventude que vê a cada dia que em meio a crise, as cinzas e o céu preto, ou diante das balas que o capitalismo tem a nos oferecer. Por isso fazemos também um chamado a todos os setores que hoje se colocam como oposição a direção majoritária das nossas entidades Nacionais, como o PSOL, PCR, PCB na UNE, para colocar as entidades que dirigem nesta perspectiva e também para organizar espaços, como plenárias e assembleias, onde possamos debater como nos organizar e construir uma unidade que se baseie em um plano de como enfrentar a direita. Só assim, organizando a unidade de cada estudante diante das nossas lutas, poderemos fazer frente aos ataques e defender nossas entidades da direita.

Vamos juntos traçar vários planos “Para Poder Contra Atacar”!




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