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IMPERIALISMO

Capacho do imperialismo: Bolsonaro tem aval de Trump para nomear seu filho a embaixador

O Itamaraty realizou uma consulta ao governo estadunidense que deu sinal verde para a nomeação de Eduardo Bolsonaro para o cargo de Embaixador. O filho de Bolsonaro tem 35 anos e nenhuma experiência diplomática, mas tem o apoio do bilionário e ultraconservador Steve Bannon, o principal estrategista por trás do crescimento da extrema direita nos Estados Unidos e no mundo. A proposta será encaminhada no Senado e, se aprovada, a nomeação de Eduardo consolidará de forma oficial a ligação direta que existe entre o trumpismo e seu subproduto tropical, o bolsonarismo.

sexta-feira 9 de agosto| Edição do dia

Bannon já havia nomeado Eduardo Bolsonaro como líder na América do Sul do The Movement, uma organização internacional que tenta congregar os governos e movimentos de direita que surgiram nos últimos anos, e que estão promovem a guerra híbrida contra a esquerda e os movimentos sociais, que resultaram em diversos golpes institucionais. Bannon já se referiu ao governo de Bolsonaro como um aliado-chave na região.

Além de Bannon, outras figuras da direita mais radical saudaram a nomeação de Eduardo Bolsonaro. O próprio Donald Trump, que prende imigrantes, inclusive crianças, em campos de concentração, se referiu a ele como “um jovem brilhante”. O primeiro ministro italiano Ítalo Salvini, também um notório xenófobo e perseguidor de imigrantes, se declarou “feliz com a nomeação do amigo”.

A indicação ainda precisa ser feita oficialmente pelo Itamaraty e passará pela aprovação do Senado, e Eduardo deverá passar por uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores. De olho na aprovação, ele já iniciou a prática do “beija-mão” esta semana, conversando com o presidente da comissão, Nelsinho Trad.

É preciso denunciar que o papel de um diplomata, além da representação, é conduzir acordos políticos que podem impactar imensamente a sociedade e a economia, principalmente quando se trata dos Estados Unidos, o principal estado imperialista hoje no mundo e o Brasil, que tem a economia e o governo completamente dependentes do capital financeiro internacional. Nomear para esse cargo um político reacionário que defende uma agenda política de entrega total do país como faz Eduardo Bolsonaro, é aumentar ainda mais os laços de servidão ao governo Trump e aos grandes capitalistas internacionais. Por isso é preciso organizar a luta da classe trabalhadora e da juventude contra esse governo que age como um capacho do imperialismo.




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