Política

TRABALHADORES CONTRA BOLSONARO

Trabalhadores de MG mostram o caminho pra derrotar ataques de Bolsonaro

Na última semana os trabalhadores da UAI BH (Unidade de Atendimento Integrado) derrotaram o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em sua primeira tentativa de privatização no estado. São agora, um exemplo aos trabalhadores de todo o Brasil que lutam contra diversos ataques em seus estados e á nivel nacional, com Bolsonaro, Guedes e toda a corja de reacionários já mostrando quais seus objetivos logo na primeira semana de governo.

quinta-feira 10 de janeiro| Edição do dia

Os trabalhadores da Unidade de Atendimento Integrado (unidades que prestam diversos serviços, como emissão de documentos) da Praça Sete entraram em greve contra a implementação da Parceria Público-Privada da unidade, e também, logo após 453 funcionários contratados terem sido dispensados sem ter nenhuma informação se seriam realocados para outra unidade da empresa ou não.

A tentativa de privatização vem desde 2015, quando o PT era governo. Agora tem sido levada a frente pelo, recém eleito, governador Romeu Zema (Novo), desde o período de transição. O objetivo (derrotado pela greve dos trabalhadores) era aprovar às pressas a Parceria Público Privada como via de privatização da empresa.

Os trabalhadores da UAI BH deram um exemplo aos trabalhadores de todo o Brasil, que lutam em seus estados contras os governos mais reacionários, com Dória em SP e Witzel no RJ encabeçando essa corja que está lado a lado com Bolsonaro no objetivo de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e da população pobre e atacar os mínimos direitos democráticos que ainda restam aos LGBT’s, às mulheres, aos negros e indígenas.

Bolsonaro, que logo na sua primeira semana de governo anunciou 50 medidas pra atacar a população, agora discute, junto aos empresários e a grande mídia, qual o melhor projeto de reforma da previdência para atacar profundamente a classe trabalhadora brasileira.

Enquanto isso, as grandes centrais sindicais atuam no maior clima de normalidade, seguindo com a sua estratégia de esperar Bolsonaro se desgastar e responder eleitoralmente em 2022. Nesse meio tempo, abrem mão de lutar contra os grandes ataques que a burguesia busca aplicar aos trabalhadores. Como dissemos aqui, “Essa estratégia não poderia ter outro nome que não traição. Uma traição de quem busca se submeter totalmente para manter seus privilégios e garantir sua sobrevivência, às custas de rifar os direitos dos trabalhadores, num momento onde Bolsonaro promete acabar com o socialismo e chama um movimento onde uma das suas reivindicações será por fim ao sindicalismo. Uma pelegagem pura de burocratas que temem o fim de um modelo sindical que em verdade, já não existe mais, e em nome de migalhas desse modelo, vão querer esmagar os trabalhadores para manter seus privilégios. CUT e CTB vão à frente cobrindo pela "esquerda" as centrais golpistas, e ainda atraindo até a própria esquerda como foi a profunda adaptação da Intersindical e da CSP-Conlutas que assinaram uma cartilha para negociar a reforma da previdência.”

A saída frente a tudo isso, passa por defender e lutar pela mais ampla unidade da classe trabalhadora, que com seus métodos, lute contra todos os ataques de Bolsonaro e os capitalistas, defendendo os direitos da população indígena, mulheres, negros e LGBT’s. Em um momento em que Bolsonaro diz abertamente contra qualquer ideologia de esquerda e contra o socialismo, é necessário apresentar uma saída anticapitalista, que questione os privilégios dos políticos e juízes, que se enfrente com o pagamento da dívida pública, mecanismo que escoa as riquezas nacionais pros grandes empresários estrangeiros.




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