Política

GREVE NO RIO GRANDE DO SUL

Trabalhadoras da educação infantil se rebelam contra Guerra, o corte do ponto e o sindicato e mantêm a greve em Caxias do Sul

quarta-feira 6 de dezembro| Edição do dia

Um grupo de professoras da educação infantil buscou seus direitos e voltou a mobilizar suas colegas, alertando que não houve assembleia para definir o fim da greve. O fim da greve foi imposto pelo diretor do sindicato Alceu Adelar Hoffmann (PDT) que disse se retirar da greve devido a negociação com o prefeito.

O prefeito Daniel Guerra (PRB) propôs que todas as profissionais assinassem aviso prévio para serem recontratadas com 40% a menos no salário no ano que vem, na negociação do SENALBA (Sindicato dos empregados em entidades, culturais, recreativas, de assistência social, e orientação profissional de Caxias do Sul) as profissionais ficariam ainda com cerca de 21% do salário mais baixo. As educadoras infantis se rebelaram na terça-feira e convocaram todas à estarem nesta quarta-feira na Câmara de vereadores da cidade para exigirem uma assembleia para definir a continuidade ou não da greve e determinar que a greve continua por tempo indeterminado.

Veja fala de professora da escola Ana Aurora 2

Na quinta-feira, 7, as trabalhadoras da educação infantil convocam todas a estarem na casa do povo as 19 horas para assembleia. Quem decide é a categoria e não o presidente pelego do sindicato, que vendo a revolta já se manifestou dizendo que agiu precipitadamente. Para evitar acordos de cúpula do Prefeito com representantes das entidades patronais que contratam as professoras é fundamental que essas trabalhadoras se auto organizem elegendo suas representantes por escolas e formem um comando de greve para dirigir sua greve.

Nenhuma confiança nos partidos da ordem, no dirigente sindical e nas entidades patronais. O Esquerda Diário apoia essa luta justa e presta toda a solidariedade se colocando a disposição dessas bravas guerreiras que lutam pelos seus direitos.




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