Mundo Operário

GREVE NA UFF

Toda a solidariedade a greve dos trabalhadores da UFF, não a imposição da Reitoria e do TCU!

Reforçamos o chamado da categoria em luta, contra os ataques da Reitoria e do judiciário, toda solidariedade aos trabalhadores em greve.

quinta-feira 27 de dezembro de 2018| Edição do dia

No dia 10 de outubro de 2018, foi deflagrada uma greve dos servidores técnicos-administrativos contra uma ação da Reitoria da UFF, onde o reitor eleito Antonio Claudio Nobrega quebrou um acordo de greve realizado no ano de 2016, sobre a jornada de 30 horas semanais para todos os servidores da universidade, ajustando e usando uma portaria do TCU para forçar a jornada de 40 horas a todos os servidores.

A categoria ainda acusa o reitor de: estelionato eleitoral, já que durante as eleições, a chapa eleita fez campanha baseada na manutenção do direito a jornada de 30 horas; um sucateamento no Hospital Universitário Antônio Pedro junto a não realização de um concurso para 230 servidores necessários para o funcionamento do hospital; uma imposição arbitrária do ponto eletrônico e da construção de um bandejão no campus de Rio das Ostras.

Nos quatro meses de duração da greve a Reitoria não aceitou as demandas dos trabalhadores, assim entrou com um pedido judicial para tornar a greve ilegal e abusiva, o que lhe foi negado. Além disso, por meio de um canal direto com os estudantes, a reitoria enviou diversos emails e mensagens para deslegitimar a greve frente aos estudantes, acusando os trabalhadores de não terem diálogo.

Nós do MRT e Esquerda Diário, somamos ao chamado de solidariedade à categoria em luta, repudiamos a ação do reitor junto ao judiciário, esse que deixa marcas cada vez mais bonapartistas.Desta forma replicamos a nota divulgada pelo SINTUFF que intelectuais e movimentos de esquerda assinaram em apoio:

“Solidariedade a greve dos servidores da UFF

Não a judicialização da greve! Em defesa de uma mesa de negociação!

Os trabalhadores da UFF estão em greve desde o dia 10 de outubro enfrentando a tentativa de ampliação de sua carga horária, o retrocesso da jornada de 30h já praticada há três décadas, e a imposição arbitrária do ponto eletrônico. Além disso, lutam em defesa do hospital universitário que está sendo desmontado pela política mercadológica da EBSERH, o que leva adoecimento dos trabalhadores e constrangimentos a quem precisa utilizar o SUS. Outros ataques são cortes de benefícios aos aposentados, que significaria a redução do salário de cerca de 1200.

O conflito interno estava anteriormente pacificado por meio de um acordo de greve selado entre o sindicato e a reitoria em 2016, bem como uma portaria da instituição e uma resolução construída por consenso numa comissão paritária formada pela bancada sindical e a reitoria. Porém tal acordo foi rompido, a portaria foi revogada e a comissão desconsiderada. E a Reitoria publicou uma nova portaria de forma unilateral para aumentar a jornada de trabalho, além de desconsiderar outras propostas de controle de frequência. Por quatro meses a categoria tentou negociar, mas não obteve respostas e se viu obrigada a paralisar. Após a greve também não ocorrem efetivas negociações e nenhuma proposta de mediação é considerada. E o pior: a Reitoria utiliza-se da judicialização do movimento, tendo conquistado na justiça no dia 19/12, uma decisão que obriga os grevistas a garantir 70% dos serviços durante a greve. Uma postura nada razoável e não condizente com o acúmulo das universidades como bastiões dos direitos democráticos, da livre expressão e do direito de manifestação.

Apelamos a uma solução negociada. Assembleia Geral da greve votou uma proposta de mediação até aqui desconsiderada pela reitoria: 1- revogação da portaria que aumenta a jornada e a instalação de uma mesa de negociação que debata as pautas, construindo um acordo; 2- com a negociação garantir unidade dos três segmentos e da Administração contra os ataques que o futuro governo aplicará contra a educação e os direitos sociais e trabalhistas, seguindo o exemplo da unificação existente entre as entidades da educação federal e a Associação Nacional dos Reitores.

Apoiamos a greve, manifestamos nossa contrariedade com a judicialização e qualquer prática antissindical. Reafirmamos a defesa da democracia e dos direitos de livre manifestação e nos somamos ao apelo pela negociação efetiva e uma solução negociada.”




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