Política

GREVE GERAL

Temer garante que aprova reforma trabalhista, paremos o país dia 30 para derrota-la!

Após a derrota do governo Temer com a rejeição do relatório da Reforma Trabalhista em comissão do Senado, o dólar subiu e a bolsa sofreu queda. Temer tentou apaziguar a cena e demonstrar confiança de que esse ataque será aprovado no Senado. Para dar uma derrota barre essa e outras reformas, é preciso que a greve geral do dia 30 seja preparada em cada local de trabalho e estudo.

Ítalo Gimenes

Campinas

terça-feira 20 de junho| Edição do dia

Com um placar apertado, 10 senadores votaram pela rejeição do projeto e nove parlamentares votaram pela aprovação do relatório produzido por Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Mesmo com a derrota na Comissão, o projeto segue normalmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para, em seguida, poder ser levado ao plenário do Senado para aprovação final.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), minimizou a derrota da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS): "a comissão é um espaço de debate, mas a decisão final será no plenário", afirmou. De acordo com o presidente do Senado, a previsão é de que reforma trabalhista chegue ao plenário do Senado em 28 de junho.

Em Moscou, Temer convocou uma entrevista coletiva de última hora, na qual só respondeu a perguntas sobre a decisão da comissão do Senado. Demonstrou confiança que o governo poderá reverter a derrota na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Segundo ele, a vitória do governo no plenário é "certíssima". "O plenário vai decidir e lá o governo vai ganhar. É maioria simples."

Apesar da confiança, a bolsa de valores e o dólar expressaram não preocupação de setores do empresariado e dos banqueiros com a derrota. A Ibovespa registra queda de 1,57%, voltando a rondar a faixa de 61 mil pontos, muito próximo da mínima (60.315 pontos) alcançada no dia pós-delação da JBS. O dólar comercial, por sua vez, registra valorização de 1,22%, cotado a R$ 3,33 na venda.

Ainda assim, o relatório segue para a aprovação em outra comissão, além de que é no Senado onde será decidido definitivamente se a Reforma Trabalhista passará apesar da crise no governo, consolidando um dos ataques mais profundos aos direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores. A aprovação dessa reforma, significará rebaixamento de salários, aumento da jornada, a banalização de contratos de trabalho sem direitos como férias, 13º ou seguro desemprego. Além dessa, a Reforma da Previdência ainda tramita para na prática impedir que uma larga parcela de trabalhadores sequer consiga se aposentar.

A possibilidade dessas reformas serem derrotadas completamente está na luta dos trabalhadores, organizando em cada local de trabalho a greve geral do dia 30 de modo que os trabalhadores tomem a luta em suas mãos através de comitês que reúnam centenas nas fábricas, escolas e bairros. Essa greve pode, assim, ser ainda maior que a do dia 28 de abril. Com essa forte mobilização, podemos impor eleições de representantes para uma nova Constituinte que tenha como primeira tarefa revogar quaisquer reformas aprovadas, ou ataques aprovadas não apenas por Temer, mas todos os governos desde a Constituinte de 88.




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