Mundo Operário

REFORMA TRABALHISTA

Temer e sua reforma trabalhista: 12 horas diárias o patrão agradece!

sexta-feira 9 de setembro| Edição do dia

O texto será enviado ao Congresso Nacional, afirmou o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em encontro com sindicalistas nesta quinta-feira ( 8 ).

Segundo o ministro, contratar por hora trabalhada, garantirá ao trabalhador prestar serviços a mais de uma empresa, porém não poderá ultrapassar o limite de 48 horas semanais de trabalho. Ronaldo afirmou que o trabalhador vai receber o pagamento de FGTS proporcional, férias proporcionais e 13º salário. “A jornada nunca vai ultrapassar 48 horas semanais” disse.

O ministro nega que essas novas modalidades possam tirar direitos dos trabalhadores, pontuando que o ministério irá fiscalizar para que abusos não ocorram.

Quanto à jornada de trabalho, o ministro explicou que o limite é de 12 horas diárias, onde o trabalhador pode ficar um tempo a mais na empresa, pois alguns trabalhadores preferem trabalhar mais durante a semana e folgar o sábado, e que essa medida está de acordo com o teto semanal, onde o limite pode chegar até 48 horas incluindo as horas extras.

Nogueira garantiu aos sindicalistas que não haverá alterações nas regras de período de férias, 13º salário e FGTS.

Qual a realidade dos trabalhadores brasileiros?

O discurso do ministro nega todo contexto dos trabalhadores brasileiros, pois como sabemos as empresas contam com alto nível de produtividade e lucros abusos, enquanto a precarização é a linha de frente para obter esses objetivos.

O ministro esquece que muitos brasileiros já aumentaram sua jornada em função de baixos salários e condições precárias de trabalho.

Seu encontro com sindicalistas de fato aponta algo muito concreto, onde as forças sindicais ao invés de cumprir seu papel na luta da classe operária, preferem fazer acordos com a patronal e com o Estado.

Diante da conjuntura política e dos ataques duros do governo golpista, esses encontros entre ministros e sindicalistas apontam para uma grande negociação que não coloca o trabalhador como sujeito de direitos, mas sim como alguém a quem dá situação que o atinge diretamente.

Mais do que nunca a classe operária deve barrar a burocracia sindical e construir uma grande mobilização contra os ataques do governo golpista Temer, e de todos que estão alinhados com seus planos abusivos, que atingem apenas a classe trabalhadora.




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