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Telemarketing: Atento e Almaviva seguem brincando com a vida dos trabalhadores na pandemia

Como denunciamos desde o início da pandemia, as grandes empresas de telemarketing estão submetendo os trabalhadores a condições que os colocam em risco de contaminação pela Covid-19, estão sem Epis adequados, sem liberação dos grupos de risco e com ambientes de trabalho com aglomeração. Passado 2 meses de pandemia, com número de mortes que cada vez mais se aceleram, as empresas seguem colocando o lucro acima da vida.

sexta-feira 8 de maio| Edição do dia

Nós viemos aqui denunciando uma série de absurdos praticados pelas grandes empresas de telemarketing: a Fidelity em São paulo mantém as e os trabalhadores em um ambiente fechado, sem máscaras e sem proteção adequada e não está liberando os funcionários com suspeita de contágio pela covid-19. Na Motiva, em Campinas, as grávidas seguem trabalhando e o álcool que os trabalhadores recebem para passar nas mãos é liquido, não em gel.

Na Almaviva, chegaram a ponto de demitir trabalhador que faltou ao ser hospitalizado com a Covid-19 e na Atento, mesmo com a justiça lacrando o prédio, obrigaram os trabalhadores a voltar a operar. Essas empresa brincam com a vida dos milhares de trabalhadores, mesmo num momento em que o Brasil dia a dia bate recorde de mortos pela Covid-19.

A página que foi criada pelos trabalhadores chamada “Disk Revolta” segue recebendo uma série de denúncias. Segundo eles:

“Na Atento de Santana, uma operadora do grupo de risco teve seu pedido de afastamento negligenciado pela empresa. Semana passada, nossa colega faleceu em decorrência da Covid-19. Metade da equipe segue exposta ao vírus dentro da empresa.”

e “Já na Almaviva da Consolação, após o início da pandemia, vários operadores receberam férias não remuneradas. De volta à empresa, fora demitidos sem os direitos garantidos na rescisão. E os que continuam trabalhando, expostos ao vírus?”

Um absurdo completo que os trabalhadores sigam vivendo essas condições mesmo com seus colegas adoecendo e morrendo. Uma condição imposta pelas empresas e que ganha respaldo nas políticas levadas a frente por Bolsonaro negacionista que diz “E, daí?” para as mortes, junto com a corja de militares que não dão saída nenhuma à crise, e os governadores que também querem responder à crise para que os patrões não deixem de lucrar e não para que as pessoas parem de adoecer e morrer.

Essa situação absurdamente precária no trabalho se encontra com um SUS cada vez mais sucateado, sem leitos, respiradores e testes. Por isso, uma saída de fato para a pandemia deve vir pelas mãos dos trabalhadores, se organizando nos seus locais de trabalho para impor as condições necessárias, como vemos que estão ocorrendo em alguns locais, como ontem no Hospital Universitário da USP. Nós do Esquerda Diário nos disponibilizamos para todos os trabalhadores que estão sofrendo as consequências da pandemia e da crise econômica que atingem o país para que enviem suas denúncias dos absurdos que vêm sofrendo em seus locais de trabalho.

Estão te obrigando a trabalhar sem equipamentos de proteção? Estão demitindo no seu trabalho? Envie sua denúncia para o Esquerda Diário! Seja por texto, vídeo, fotos ou áudios.

Entre em contato via (11) 97750-9596




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