Política

CORRUPÇÃO

TSE ameaça cassar registro partidário de PP e PMDB por envolvimento no Petrolão

O TSE já tenta cassar o registro partidário do PT, com a acusação de que teria recebido dinheiro desviado da Petrobras em 2014. Agora a corregedora-geral do TSE quer investigar PMDB e PP pelo mesmo motivo, e estes partidos estão também sob ameaça de não participarem destas eleições.

Francisco Marques

Estudante de Filosofia na UFMG

quarta-feira 10 de agosto| Edição do dia

A corregedora-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Maria Thereza de Assis Moura, pediu na terça-feira (9) que se investigue o PMDB e o PP por recebimento de dinheiro desviado da Petrobras. Ela se apoia em trechos de depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, onde dizem ter passado propina a membros de PMDB e PP.

Atualmente sob presidência do ministro arqui-golpista Gilmar Mendes, o TSE já tem ameaçado há algumas semanas com a cassação do registro partidário do PT, buscando também fortalecer os “últimos minutos” da onda golpista que pode se consumar no final de agosto com a votação do Impeachment no Senado. A ação de cassação de registro partidário só tem precedente nos regimes de exceção como a ditadura de 64 ou o regime do Estado Novo de Vargas. Essa é a seletividade de alguns membros do judiciário, que fecham o olho para a corrupção do PSDB e querem simplesmente substituir os esquemas de corrupção, e não acabar com o roubo do dinheiro público.

Mas há divisões nos diversos setores que participaram do golpe institucional que levou à presidência Michel Temer, membro do PMDB. O governo Temer passa por estabilização relativa, mas o contínuo fortalecimento do judiciário com suas arbitrariedades também ameaça o PMDB, já que existem alas, no momento enfraquecidas, que querem “regenerar” o regime fortalecendo o judiciário e desprestigiando o conjunto dos partidos políticos, mas sem mudanças estruturais que impeçam a corrupção.

Assim como o PT mostrou que se adaptou a todos métodos corruptos do capitalismo brasileiro, os trabalhadores e jovens têm visto cotidianamente as manobras do judiciário golpista e dos políticos da direita. Como já desenvolvido por Diana Assunção aqui somente a mobilização independente que questione o conjunto deste regime político, que funciona à base de corrupção, privilégios aos políticos e lucros bilionários aos grandes empresários, pode por fim à corrupção. Por isso devemos lutar por uma nova assembleia constituinte que mude todas as “regras do jogo”.




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