Mundo Operário

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Sindicato dos Metroviários de SP não convocará assembleia para construir dia 19/02

terça-feira 6 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Sindicado dos Metroviários de SP

Diante da conjuntura atual, na qual a classe trabalhadora sofre a iminência de um grande ataque com a votação da reforma da previdência, a atitude dos sindicatos deve ser a de construir junto aos trabalhadores um plano de lutas sério para manutenção desses direitos. Mas essa não é a posição majoritária da diretoria do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que na reunião de diretoria executiva desta segunda-feira (05) não indicou sequer uma assembleia para a próxima semana, sem nenhuma intenção de construir seriamente o dia de mobilização chamado pelas centrais sindicais neste 19 de fevereiro.

No último dia 24, vimos mais um capítulo do golpe institucional, o partido judiciário na ofensiva com seus três desembargadores condenaram Lula sem provas, retirando o mínimo direito democrático do povo votar em quem quiser e, no mesmo dia, o Temer anunciou que colocaria a reforma da previdência pra votar dia 20 de fevereiro, na semana após o Carnaval, sabendo da dificuldade de mobilização. A reforma trabalhista não foi suficiente, querem avançar ainda mais sobre os direitos dos trabalhadores.

Frente a isso, as principais centrais sindicais convocaram o dia 19 de fevereiro como um "Dia Nacional de Mobilização e Lutas", no entanto não estão construindo este dia como uma verdadeira demonstração de forças da classe trabalhadora, capaz de tirar de vez da perspectiva do governo a aprovação da reforma da previdência. Não apenas os golpistas como Força Sindical, UGT, Nova Central, mas também CTB e CUT seguem a mercê dos jogos dos políticos, das declarações de Rodrigo Maia dizendo que não dará para votar e do voto dos deputados e seus interesses eleitorais, rezando para que decidam votar contra.

Na diretoria do Sindicato dos Metroviários, a CTB, o Chega de Sufoco e a Unidos pra Lutar foram contra chamar uma assembleia. A diretoria Marília Rocha, do Movimento Nossa Classe foi parte da minoria que defendeu que tivesse assembleia para que democraticamente pudéssemos debater em toda categoria as formas de participação e organização dos metroviários no dia 19. A maioria da diretoria do Sindicato, seguindo a paralisia das centrais sindicais, parece cair no jogo de Temer de colocar para a votação no pós carnaval contando com a desmobilização e confiam que o governo não conseguirá os votos necessários para aprovar a reforma nesse momento. Como se aguardar o governo tivesse garantido alguma vez algum direito para o trabalhador. Esta estratégia de pressão sem mobilização, que as centrais vem levando e que nós ficamos a reboque, só serve para cansar os trabalhadores com os chamados à luta que nunca se concretizam.

Num setor tão estratégico como o de transporte, o Sindicato dos Metroviários poderia ser a ponta de lança para um chamado a unificação com outras categorias como professores que já votaram paralisação no dia 19. A CUT e CTB, centrais sindicais com peso em diversos setores de trabalhadores, sendo metade da diretoria do nosso sindicato deveriam chamar para construção de uma verdadeira mobilização de uma greve geral contra a reforma da previdência e pelo direito do povo decidir em quem votar. Isso começaria, no mínimo, com um chamado para uma assembleia para discutir democraticamente com a categoria. Por isso, é fundamental que os metroviários cobrem essa organização e que o Sindicato dos metroviários reveja essa posição e convoque uma assembleia semana que vem para debater entre a categoria e organizar essa luta.




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