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Revirando o antro golpista, Bolsonaro nomeia ex-ministro de Temer para Ministério da Cidadania

Terra é deputado federal reeleito pelo MDB, e foi ministro do Desenvolvimento Social entre 2016 e abril deste ano. Conhecido por sua defesa pelo endurecimento na política nacional contra as drogas, foi autor de projeto que previa a internação compulsória de dependentes químicos.

quarta-feira 28 de novembro| Edição do dia

Bolsonaro não cansa de revirar o antro golpista para nomear seus ministros. Dessa vez, o nomeado foi Osmar Terra, MDB, que estará à frente do Ministério da Cidadania, nova pasta que reunirá Desenvolvimento Social, Esporte. Nessa estratégia esdrúxula de enxugar os ministérios, Bolsonaro vem buscando apoio nos golpistas e na moralista Bancada Evangélica para escolher a dedo quem irá compor seus ministérios.

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Osmar Terra já tem vasta experiência em elaborar absurdas propostas reacionárias. Esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Social e quando ainda deputado, apresentou um projeto de lei para mudar o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas tornando-o mais rígido. Uma das propostas, por exemplo, trata da internação compulsória de dependentes químicos.

Bolsonaro claramente segue a cartilha de Temer, convocando para os ministérios reacionários, corruptos, escravistas, magnatas e militares, aprofundando o que Temer começou quando escalou sua corja, dos quais 32% eram investigados pela Justiça ou em tribunais de conta ou já haviam sido condenados. Escancara-se a hipocrisia do falso discurso anticorrupção que foi carro chefe da campanha de Bolsonaro, tendo a Lava Jato como grande ícone que hoje também se desmascara com Sergio Moro ganhando o Ministério da Justiça como prêmio por ter se colocado ao lado da extrema direita nestas eleições desde o início manipuladas.

E frente a isso, o que vemos é o PT refazer o caminho de conciliação que justamente abriu alas para o fortalecimentos dos golpistas e dessa extrema direita abjeta. Para Haddad, a “solução” é a criação de uma frente ampla, incluindo até a centro-direita e “liberais”. Assim, acredita ser possível combater os ataques do governo Bolsonaro. Ou seja, recorrer aos mesmos métodos reformistas e de conciliação de classes ao invés de finalmente voltar o olhar e as forças para organizar de fato a luta É mais uma vez a estratégia impotente e derrotista do PT de procurar em nossos inimigos os aliados para uma luta fundamental, ao invés de recorrer às imensas reservas de força da mobilização e luta dos trabalhadores.

Torna-se cada vez mais primordial exigir que as centrais sindicais coloquem todo seu peso para alicerçar e expandir comitês de organização e luta em cada local de trabalho e estudo, de modo que através da luta de cada trabalhador e estudante tais ataques sejam enfrentados de frente. Somente com a força operária como protagonista da luta anti-imperialista derrotaremos Bolsonaro , a extrema direita e todos os golpistas.




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