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UNICAMP | Reitoria da Unicamp pune trabalhadoras da saúde que paralisaram por seus direitos

sexta-feira 25 de fevereiro | Edição do dia

No último dia 10, os trabalhadores da Unicamp paralisaram por recomposição salarial e para denunciar as condições de trabalho na área da saúde diante dos aumentos de casos da Covid e a falta de funcionários. Nesta semana, fomos informados que as trabalhadoras da saúde do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) estão sendo punidas, com falta injustificada em sua unidade, por paralisar por seus direitos.

As trabalhadoras do CAISM foram parte dos profissionais da saúde que estiveram na linha de frente do combate a pandemia nos últimos dois anos. Na Unicamp, durante o período pandêmico, tiveram que lidar com a falta de EPIs básicos como máscaras, com a falta de contratação de trabalhadores, com a lotação dos hospitais, com a própria exposição. Além disso, não tiveram aumento salarial durante todo o período.

A Reitoria Tom Zé faz um discurso de combate à pandemia, de defesa dos trabalhadores e de democracia. Contudo, sustenta uma burocracia universitária que, na prática, age de maneira autoritária, a exemplo da diretoria do CAISM que deu falta injustificada para as trabalhadoras.

Essa situação evidencia quem são os verdadeiros defensores da saúde na universidade, em meio à pandemia. Os trabalhadores quem mantiveram a universidade e o setor da saúde funcionando mesmo quando colegas de trabalho faleciam pela Covid. Enquanto isso, aqueles que fazem parte da burocracia acadêmica na universidade preservavam seus privilégios e atacam o direito de mobilização dos trabalhadores.

Nós do Esquerda Diário nos colocamos em defesa do direito de organização da classe trabalhadora, contra todas as medidas autoritárias, e em apoio à luta dos trabalhadores da Unicamp e suas demandas.




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